terça-feira , 2 junho 2026
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Advogado de defesa retoma participação em júri de alta complexidade após incidente de saúde

O andamento de um julgamento de grande repercussão ganhou um novo capítulo com o retorno do advogado Fabiano Tadeu Lopes ao plenário. Chefe da equipe de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, o jurista reassumiu suas funções no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, dias após enfrentar um problema de saúde grave.

A decisão de Lopes de retornar ao processo, que envolve o caso Henry Borel, ocorreu sob supervisão médica, após ele ter recebido alta hospitalar. Sua presença é considerada fundamental para a continuidade da defesa, que havia tentado suspender as sessões devido à sua condição clínica, gerando um debate sobre os procedimentos e a celeridade judicial.

O retorno do advogado após desafio de saúde

O advogado Fabiano Tadeu Lopes, figura central na defesa de Dr. Jairinho, sofreu um infarto dias antes de seu retorno ao júri. A condição clínica, que o levou à internação com apenas 30% da capacidade cardiorrespiratória, foi prontamente comunicada à juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do julgamento, na última segunda-feira.

Apesar da gravidade do quadro, Lopes optou por uma autoalta hospitalar, demonstrando seu compromisso com o processo e a urgência em reassumir a representação legal. Este movimento, embora arriscado para sua saúde, sublinha a intensidade e a pressão inerentes a casos de grande visibilidade, onde a presença do principal defensor é muitas vezes vista como insubstituível.

A estratégia da defesa e a firmeza judicial

No início da semana, a situação de saúde do advogado foi utilizada pela defesa para pleitear a suspensão das sessões. Em um desdobramento inesperado, Dr. Jairinho chegou a destituir o restante de sua equipe de defensores, alegando que apenas Lopes possuía o preparo integral e o conhecimento aprofundado necessário para representá-lo adequadamente perante o corpo de jurados.

A magistrada Elizabeth Machado Louro, contudo, interpretou a manobra como uma tentativa protelatória, buscando atrasar o andamento do julgamento. A postura da juíza refletiu a necessidade de garantir a continuidade do processo, evitando que questões de estratégia da defesa se sobreponham aos ritos judiciais estabelecidos.

As condições impostas para o prosseguimento do júri

Diante da tentativa de adiamento, a juíza apresentou uma contraproposta que alteraria significativamente a situação do réu. Ela aceitou conceder um novo prazo para a defesa, mas com a condição imediata de que Dr. Jairinho fosse transferido para a penitenciária de segurança máxima Bangu 1, conhecida por seu regime disciplinar rigoroso.

Frente a essa exigência, o réu reavaliou sua estratégia. Ele recuou da destituição dos advogados, reconstituindo sua equipe jurídica e permitindo o início do julgamento. Essa decisão permitiu que o processo seguisse seu curso, com a participação do advogado Fabiano Tadeu Lopes, que agora atua sob acompanhamento médico, garantindo a representação legal de seu cliente no tribunal. Mais informações sobre o funcionamento do sistema judiciário podem ser encontradas no site do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

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