quinta-feira , 18 junho 2026
Foto: Imagem gerada por IA
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Brasil atinge pior marca histórica e cai para a 65ª posição no ranking global de competitividade

Queda acentuada no cenário internacional

O Brasil registrou um recuo significativo no Ranking Mundial de Competitividade 2026, despencando sete posições e alcançando o 65º lugar. O levantamento, que avaliou a capacidade de 70 nações em fomentar ambientes favoráveis ao crescimento de empresas públicas e privadas, coloca o país em seu patamar mais baixo na história recente, situando-se atrás de nações como a Eslováquia e o Chipre.

O estudo foi conduzido pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral. A análise detalhou uma deterioração generalizada em quatro pilares fundamentais: desempenho financeiro, gestão governamental, ambiente de negócios e infraestrutura, evidenciando desafios estruturais que limitam o potencial de desenvolvimento nacional.

Eficiência empresarial e gargalos educacionais

O setor de eficiência empresarial foi o principal responsável pela queda, com um recuo de 11 posições. Indicadores críticos como a produtividade do trabalhador, o endividamento corporativo e o custo do capital posicionaram o país na última colocação da lista, ocupando o 70º lugar. O cenário educacional também apresentou resultados desfavoráveis, com o Brasil figurando nas últimas posições globais em qualidade de ensino básico e proficiência em idiomas estrangeiros.

Especialistas da Fundação Dom Cabral alertam que tais gargalos estruturais neutralizam as vantagens competitivas do país. A dificuldade em qualificar a mão de obra e o elevado custo do crédito mantêm a economia brasileira em um grupo de baixo desempenho, ao lado de países como México, Botsuana, Mongólia, Nigéria e Venezuela.

Pontos de resiliência e o cenário global

Apesar da tendência negativa, o relatório aponta que o mercado de trabalho e o empreendedorismo evitaram um declínio ainda mais severo. O país obteve destaque na quinta posição mundial em abertura de vagas de emprego a longo prazo, volume de subsídios estatais e utilização de fontes de energia renovável. Além disso, a atração de investimentos estrangeiros diretos consolidou a sétima colocação global.

No topo da lista, Singapura lidera o grupo das dez economias mais competitivas do mundo. O ranking de elite é composto por nações como Hong Kong, Suíça, Taiwan, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Irlanda, Países Baixos, Suécia e Estados Unidos. Para mais detalhes sobre as dinâmicas econômicas, consulte o IMD World Competitiveness Center.

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