A expansão do crédito para motoristas e o impacto no mercado
O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, iniciativa lançada pelo governo federal no mês passado, enfrenta uma procura classificada como “gigantesca” por seus gestores. O volume de solicitações superou significativamente as estimativas iniciais projetadas pela equipe econômica, evidenciando um forte interesse dos profissionais do setor de transporte por novas linhas de financiamento para a renovação de frota.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, comentou o cenário durante um evento realizado no Rio de Janeiro. Segundo o executivo, o interesse dos trabalhadores foi muito superior ao esperado, o que agora exige um processo rigoroso de análise por parte das instituições financeiras para avaliar as condições de crédito de cada interessado.
Projeções e o volume de recursos disponibilizados
Quando o programa foi oficialmente apresentado em maio, as projeções do governo indicavam um público-alvo entre 200 mil e 300 mil potenciais beneficiários. Para sustentar a operação, o Tesouro disponibilizou cerca de R$ 30 bilhões, valor destinado a facilitar o acesso a veículos novos com taxas de juros mais competitivas.
A medida ocorre em um momento de atenção redobrada sobre as contas públicas e a pressão por gastos federais. O programa se integra a uma série de iniciativas de financiamento subsidiado que ganharam força em 2026, visando estimular setores específicos da economia através de linhas de crédito direcionadas e facilitadas.
Critérios de elegibilidade e sustentabilidade
Para acessar os benefícios do Move Brasil, o governo estabeleceu requisitos específicos voltados à profissionalização do serviço. Podem participar motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, desde que comprovem a realização de no mínimo 100 corridas no período, além de taxistas devidamente registrados e em atividade.
O programa prioriza a renovação da frota com foco em sustentabilidade. As condições favoráveis são aplicadas exclusivamente a veículos novos de até R$ 150 mil, desde que os modelos sejam classificados como flex, híbridos flex, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol, seguindo critérios de montadoras habilitadas no Programa Mover.
Diversificação das linhas de financiamento
Além do suporte aos motoristas de aplicativos e táxis, o BNDES tem expandido sua atuação em outros segmentos do transporte. O banco informou que, na linha destinada a caminhões e ônibus, já foram contratados R$ 10 bilhões do montante total de R$ 21 bilhões disponíveis para o setor.
O governo também anunciou recentemente o Move Brasil Entregadores e Motoapp, que injetou mais R$ 4 bilhões no mercado. Segundo Aloizio Mercadante, os descontos oferecidos pelas montadoras têm sido um fator determinante para manter o ritmo elevado da demanda por crédito em todas as frentes abertas pelo banco de fomento. Para mais detalhes sobre as políticas de fomento, consulte o portal oficial do BNDES.
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