terça-feira , 9 junho 2026
tunação sexual e estupro de vulnerável. Na denúncia, apresentada na última quart
Reprodução Intercept

Denúncia contra Alysson Mascaro aponta crimes de estupro e assédio sexual

Denúncia formalizada pelo Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo formalizou uma denúncia contra o jurista Alysson Mascaro, ex-professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O documento, apresentado no dia 3 de junho, imputa ao docente a prática dos crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável.

Segundo a promotoria, o investigado teria se aproveitado de sua posição hierárquica e da ascendência que exercia sobre alunos, orientandos e membros de grupos de estudos acadêmicos. O Judiciário deve agora avaliar o recebimento da denúncia; caso seja aceita, o processo avançará para a fase de ação penal, tornando o denunciado réu.

Contexto das investigações e desdobramentos na USP

As acusações ganharam notoriedade em dezembro de 2024, quando relatos de dez estudantes e ex-alunos foram revelados pelo Intercept Brasil. Posteriormente, outros nove homens denunciaram condutas semelhantes, ampliando o escopo das investigações sobre o comportamento do professor.

A instituição de ensino superior instaurou um processo administrativo disciplinar em fevereiro de 2025 para apurar as denúncias. Após a conclusão das investigações internas, Alysson Mascaro foi demitido da universidade em dezembro de 2025. Paralelamente, a Polícia Civil de São Paulo conduziu um inquérito policial que embasou a atual denúncia do Ministério Público.

Medidas protetivas e alegações de intimidação

Além da denúncia criminal, o Ministério Público solicitou a aplicação de medidas protetivas em favor de uma das vítimas. A promotoria aponta indícios de que o denunciado teria tentado intimidar e perseguir aqueles que prestaram depoimentos, proibindo-o de manter qualquer contato, inclusive virtual, com a pessoa protegida.

O órgão ministerial também destacou preocupações sobre a exposição de dados sigilosos. De acordo com a acusação, o ex-professor teria utilizado contatos influentes na mídia para divulgar informações pessoais das vítimas, uma estratégia que, segundo os promotores, visava constranger testemunhas e desencorajar o detalhamento dos fatos durante a apuração judicial.

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