A estratégia de blindagem financeira no Banco Master
Novos desdobramentos sobre a relação contratual entre o empresário Daniel Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes revelam manobras para garantir pagamentos vultosos. Documentos anexados a uma delação rejeitada pela Polícia Federal indicam que, além do contrato original de R$ 129 milhões, existiam planos para assegurar a continuidade dos repasses financeiros, mesmo diante de mudanças na estrutura societária do Banco Master.
As informações, reportadas pela jornalista Malu Gaspar, apontam que um segundo contrato teria sido elaborado em agosto de 2025. O objetivo central seria garantir o fluxo de pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões até janeiro de 2027, blindando o escritório de advocacia contra eventuais interrupções decorrentes da venda da instituição financeira.
O valor do contrato proposto por Vorcaro
O montante estipulado para este novo instrumento jurídico seria de R$ 50 milhões. Este valor corresponde exatamente à quantia que teria deixado de ser repassada ao escritório de Viviane Barci de Moraes após a prisão de Daniel Vorcaro e a subsequente liquidação do Banco Master. Segundo a delação, o documento não foi formalizado, o que impediu a concretização desse pagamento específico.
A necessidade de criar uma nova estrutura contratual, possivelmente vinculada a outra empresa de Vorcaro, levanta questionamentos sobre a natureza da relação comercial. A estratégia sugere uma tentativa de manter o compromisso financeiro ativo, independentemente de quem estivesse no comando das operações do banco, visando evitar questionamentos sobre a prestação de serviços.
Dúvidas sobre a execução dos serviços jurídicos
A desconfiança sobre a continuidade dos pagamentos por parte de um eventual comprador do Banco Master parece ter sido o motor das ações de Vorcaro. Relatos indicam que o empresário temia que a nova gestão questionasse a compatibilidade entre os serviços prestados e os valores astronômicos envolvidos no contrato. A lista de tarefas apresentada pelo escritório de advocacia para justificar os honorários foi alvo de críticas e escrutínio público.
Espera-se que a segunda proposta de delação apresentada pelo empresário traga esclarecimentos adicionais sobre o caso. O foco das investigações permanece na justificativa para pagamentos tão elevados diante de uma demanda jurídica que, para muitos observadores, não condizia com os valores praticados no mercado. Para mais informações sobre o cenário político atual, acesse o portal da Revista Oeste.
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