A corrida pela presidência em 2026 começa a desenhar seus primeiros contornos, com um novo levantamento da Gerp revelando um cenário de intensa disputa. Divulgada nesta sexta-feira, 22, a pesquisa aponta um empate técnico entre Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), no primeiro turno de uma simulação estimulada.
Contudo, a análise do segundo turno sugere uma liderança para Flávio Bolsonaro, que aparece à frente de Lula. Os dados indicam uma eleição polarizada e com resultados apertados, refletindo a complexidade do panorama político nacional e a importância de cada ponto percentual na formação das intenções de voto.
Disputa acirrada no primeiro turno e projeções para 2026
No cenário estimulado para o primeiro turno, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro e Lula registram um empate com 38% das intenções de voto cada. Este resultado sublinha a paridade entre os dois principais nomes que emergem na pesquisa.
Quando a simulação se volta para um embate direto no segundo turno entre os dois, Flávio Bolsonaro alcança 47% dos votos, enquanto Lula soma 44%. Essa diferença, embora favorável a Flávio, está dentro da margem de erro de 2,24 pontos percentuais da pesquisa, indicando um cenário de indefinição. Em outras simulações de segundo turno, Lula demonstra vantagem contra nomes como Ciro Gomes, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Cenários de intenção de voto: espontâneo e estimulado
O levantamento da Gerp explorou tanto o cenário espontâneo quanto o estimulado para a eleição presidencial. Na modalidade espontânea, onde os entrevistados mencionam os candidatos de sua própria iniciativa, Lula lidera com 34% das citações, seguido por Flávio Bolsonaro, que obtém 32%.
Outros nomes como Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 2% cada, enquanto Ronaldo Caiado e Ciro Gomes são lembrados por 1% dos participantes. No cenário estimulado completo, além do empate entre Flávio Bolsonaro e Lula, Romeu Zema, Ciro Gomes e Renan Santos registram 3% cada. Ronaldo Caiado figura com 2%, e outros candidatos como Augusto Cury, Cabo Daciolo e Samara Martins obtêm 1% cada. Candidatos como Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa, Hert Diaz e Aldo Rebelo não pontuaram neste levantamento. A pesquisa também revelou que 4% dos entrevistados não votariam em nenhum dos candidatos listados, e 6% não souberam ou não quiseram responder.
Taxas de rejeição e a influência na corrida presidencial
Um fator crucial em qualquer eleição é a taxa de rejeição dos candidatos, que pode influenciar significativamente o resultado final. A pesquisa Gerp mediu a rejeição dos principais pré-candidatos, revelando que Lula é rejeitado por 48% dos entrevistados, o maior índice entre os nomes avaliados.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra uma rejeição de 41%. Ciro Gomes e Romeu Zema apresentam taxas de rejeição de 15% cada. Outros candidatos como Cabo Daciolo (14%), Ronaldo Caiado (13%) e Renan Santos (12%) também foram avaliados neste quesito, com índices menores, mas relevantes para a análise do cenário eleitoral.
Metodologia e confiabilidade do levantamento Gerp
A pesquisa, que oferece um panorama das intenções de voto para a eleição de 2026, foi conduzida pela Gerp Mercadologia Ltda. O trabalho de campo ocorreu entre os dias 19 e 22 de maio, abrangendo 2 mil pessoas em todo o território nacional.
O estudo possui um grau de confiança de 95,5%, com uma margem de erro de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro oficial da pesquisa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07971/2026, garantindo a conformidade com as normas eleitorais vigentes.
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