O julgamento de um ex-vereador, acusado no caso do menino Henry Borel, ganhou novos contornos com o depoimento de sua ex-namorada. A testemunha, mãe de uma criança que também teria sido vítima de agressões, trouxe à tona detalhes perturbadores sobre a conduta do réu, incluindo alegações de violência contra seu próprio filho e um relato de dopagem e estupro.
julgamento: cenário e impactos
As declarações foram feitas durante um dos dias de audiência, adicionando uma camada de complexidade e gravidade ao processo judicial em andamento. A repercussão do caso Henry Borel, que chocou o país, tem incentivado outras possíveis vítimas a buscarem justiça, como evidenciado por este testemunho.
O temor e as revelações da testemunha
Durante seu depoimento perante a juíza responsável pelo caso, a ex-namorada do acusado expressou um profundo temor em relação ao ex-companheiro. Ela afirmou carregar uma intensa raiva pelas ações que ele teria cometido contra seu filho, demonstrando o impacto duradouro dos supostos eventos.
A testemunha relatou ter conhecido o ex-vereador em determinado período, quando atuava profissionalmente em um órgão legislativo. O relacionamento entre eles durou alguns anos, chegando ao fim quando ela descobriu o envolvimento do então vereador com outra mulher, também ré no processo.
Violência infantil revelada anos depois
Um dos pontos mais sensíveis do testemunho foi a revelação de que os episódios de violência contra seu filho só vieram à tona anos após os fatos. A criança, que teria sido agredida quando tinha poucos anos de idade, só conseguiu verbalizar o ocorrido após o caso Henry Borel ganhar grande visibilidade nacional, servindo como um gatilho para a memória e a coragem de falar.
Segundo a mãe, o menino descreveu que o acusado teria colocado objetos em sua boca para abafar os gritos, enquanto pisava em sua barriga. O relato incluiu a menção de que o agressor estaria rindo durante as agressões, o que intensifica a crueldade dos atos.
Alegações de dopagem e outros episódios
A ex-namorada também fez alegações graves sobre sua própria experiência, afirmando que teria sido dopada pelo ex-vereador em um dia específico. Ela declarou que, sob o efeito da substância, foi estuprada pelo acusado, o que adiciona um crime sexual às acusações já existentes.
A criança, em seu depoimento, teria contado que tentou acordar a mãe durante as agressões, sacudindo-a, mas sem sucesso, pois ela não respondia. Outro episódio chocante relatado pelo menino foi o de ter tido um saco colocado em sua cabeça e ter sido girado no estacionamento do prédio pelo acusado.
Lesão grave e o afastamento da criança
A testemunha recordou um incidente em que seu filho sofreu uma lesão grave na perna. Ela explicou que o ex-vereador havia pedido para levar a criança a um evento e, pouco tempo depois, telefonou informando que o menino havia supostamente “torcido o pé”.
No hospital, exames revelaram uma fratura no fêmur da criança, contrariando a versão inicial. Após esse episódio, o filho passou a evitar qualquer contato com o acusado, recusando-se a sair com ele, um claro sinal do trauma vivenciado. Para mais informações sobre processos judiciais, consulte fontes confiáveis como o Superior Tribunal de Justiça.
Lado Direito