O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado, 23, que o governo federal mantém disposição para colaborar com o Rio de Janeiro no enfrentamento às milícias e ao crime organizado. A declaração ocorreu durante um evento oficial realizado na Fiocruz, localizada em Manguinhos, na Zona Norte da capital fluminense.
Ação coordenada contra o crime organizado
Durante o evento, que contou com a presença do governador em exercício Ricardo Couto, o presidente defendeu uma atuação conjunta entre a União e o Estado para retomar territórios dominados por grupos criminosos. Segundo Lula, é inadmissível que uma cidade como o Rio de Janeiro conviva com áreas sob controle de milícias.
O chefe do Executivo enfatizou que o momento é oportuno para que o governo estadual atue de forma técnica. O presidente destacou que a prioridade deve ser o trabalho focado em desarticular essas organizações, sugerindo que o governador interino tem a chance de realizar mudanças estruturais sem as pressões habituais do calendário eleitoral.
Foco na prisão de políticos ligados a milícias
Um dos pontos centrais da fala presidencial foi a exigência de uma postura firme contra a influência política do crime. Lula afirmou categoricamente que a população não espera apenas a construção de obras, mas sim uma atuação efetiva para prender políticos que possuam vínculos com a milícia organizada.
Essa diretriz reforça a pressão do governo federal sobre a segurança pública fluminense. A fala do presidente busca alinhar as expectativas da União com a gestão de Ricardo Couto, visando a desarticulação de redes de poder que, historicamente, têm se infiltrado em diversos setores da administração pública local.
Investimentos em saúde e tecnologia
A agenda oficial também marcou a inauguração de novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz. O projeto recebeu um investimento de R$ 370 milhões, visando fortalecer a infraestrutura de pesquisa e inovação no país.
Além disso, foi lançado o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, que contou com um aporte de R$ 330 milhões. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso de pacientes do SUS a tratamentos oncológicos de alta complexidade. Durante a cerimônia, também foram entregues veículos do programa Agora Tem Especialistas e unidades do Samu para diversos municípios do estado.
Críticas à gestão anterior
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou o espaço para tecer críticas à administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. O titular da pasta afirmou que os hospitais federais no Rio de Janeiro enfrentaram um período de abandono durante a gestão anterior.
Padilha mencionou que unidades de saúde chegaram a sofrer influência direta de milicianos nos anos anteriores. Embora tenha evitado comentar diretamente as críticas do ministro, o presidente Lula manteve o tom do evento focado na necessidade de recuperação das instituições públicas fluminenses. Para mais detalhes sobre a agenda, consulte o portal oficial da Agência Brasil.
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