domingo , 21 junho 2026
Foto: Reprodução/Divulgação/PCDF
Foto: Reprodução/Divulgação/PCDF

Pistola apreendida: Polícia Civil do DF solicita depoimento de Bolsonaro ao STF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deu um passo significativo na investigação sobre a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A corporação solicitou formalmente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para colher o depoimento do ex-presidente. Este pedido surge no contexto de um inquérito que busca esclarecer as circunstâncias da apreensão da arma com um membro da equipe de segurança de Bolsonaro.

A iniciativa da PCDF reflete a complexidade do caso, que envolve questões de segurança, posse de arma e a atuação de figuras públicas. A investigação visa detalhar os fatos que levaram à apreensão do armamento e a suposta alteração em sua funcionalidade, conforme alegado pela defesa do ex-presidente.

Pistola Bolsonaro: O Pedido de Depoimento e os Obstáculos

O ofício encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, datado de quinta-feira, 18 de junho, detalha a intenção dos investigadores de realizar o depoimento de Bolsonaro por videoconferência. A data proposta para a oitiva é a próxima quarta-feira, 24 de junho, às 15h. Esta modalidade busca facilitar a participação do ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Apesar do pedido de depoimento por videoconferência, a Polícia Civil do Distrito Federal já havia tentado intimar Bolsonaro pessoalmente em sua residência. Contudo, a diligência não pôde ser concluída. Integrantes da equipe responsável pela segurança do ex-presidente impediram o acesso dos policiais ao local, impossibilitando a entrega da intimação.

A Apreensão da Arma e o Início da Investigação

A investigação teve seu ponto de partida após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros. O armamento foi encontrado com um dos seguranças de Bolsonaro durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na noite de segunda-feira, 15 de junho. A ocorrência gerou questionamentos sobre a posse e o manuseio da arma, que estava registrada em nome do ex-presidente.

A 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), responsável pelo caso, apreendeu eletrônicos e documentos relacionados à investigação. Além disso, por determinação judicial, foram recolhidas outras armas de fogo, a carteira funcional e o distintivo do policial penal envolvido, aprofundando o escopo do inquérito.

A Versão da Defesa e a Peça Removida

Em manifestação enviada ao ministro Moraes, os advogados do ex-presidente apresentaram a versão da defesa. Eles afirmaram que Bolsonaro havia solicitado o conserto da arma após identificar uma falha em seu funcionamento. Esta solicitação teria sido feita sem o conhecimento de uma alteração prévia realizada na pistola.

A defesa informou que o ex-presidente não sabia que integrantes de sua equipe de segurança haviam retirado uma peça da pistola, tornando-a inoperante. Segundo os advogados, essa medida foi adotada em razão do uso de medicamentos psiquiátricos por Bolsonaro. A equipe de segurança teria decidido inutilizar temporariamente a arma sem comunicar a alteração ao ex-presidente, que, ao perceber o defeito, solicitou o reparo do equipamento.

Próximos Passos da Apuração

Com a solicitação de depoimento já protocolada, a Polícia Civil do Distrito Federal aguarda agora a autorização do STF para prosseguir com a oitiva do ex-presidente. A expectativa é que o depoimento de Bolsonaro possa trazer novos elementos para a elucidação das circunstâncias que envolvem a apreensão da pistola e as responsabilidades sobre sua alteração e manuseio.

O desdobramento deste caso é acompanhado de perto, dada a sua relevância e o envolvimento de um ex-chefe de Estado. A transparência e a legalidade dos procedimentos são fundamentais para a conclusão do inquérito e para a garantia da justiça.

Para mais informações sobre o sistema de segurança pública no Brasil, visite o portal do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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