terça-feira , 2 junho 2026
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Rogério Marinho aponta capitalismo de compadrio em elo entre governo Lula e Banco Master

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), intensificou as críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao classificar o caso Banco Master como um exemplo claro de “capitalismo de compadrio”. Segundo o parlamentar, o escândalo financeiro revela uma conexão profunda entre o Palácio do Planalto e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição que foi liquidada após a Operação Compliance Zero.

As denúncias foram detalhadas na 127ª edição do “Observatório da Oposição”, um relatório semanal produzido pela liderança oposicionista. O documento sustenta que o governo federal teve um papel decisivo nos desdobramentos da crise, vinculando o apoio político concedido a Vorcaro ao expressivo volume de recursos públicos destinados à farmacêutica Biomm, empresa também associada ao empresário mineiro.

Conexões políticas e bastidores do poder

Um dos pontos centrais do relatório é a reunião realizada fora da agenda oficial entre Lula e Vorcaro, ocorrida em dezembro de 2024, em Brasília. O encontro aconteceu durante as tratativas sobre a possível aquisição do Banco Master pelo BTG Pactual. O próprio presidente, em entrevista à jornalista Daniela Lima, confirmou ter recebido o banqueiro após a intermediação do ex-ministro Guido Mantega.

Conforme o relato, o encontro contou com a presença de figuras estratégicas da gestão, como Gabriel Galípolo e Rui Costa. Durante a conversa, Vorcaro teria questionado o presidente sobre a pressão do BTG Pactual para a compra do banco por um valor simbólico de R$ 1, mencionando o passivo da operação. A partir desse momento, a oposição aponta que o governo passou a atuar politicamente para viabilizar alternativas de venda da instituição.

Investimentos públicos na farmacêutica Biomm

O relatório dedica atenção especial à Biomm, inaugurada por Lula em abril de 2024, em Minas Gerais. O documento detalha que a empresa foi beneficiada por financiamentos públicos, aportes do BNDES e contratos vultosos com o Ministério da Saúde para o fornecimento de insulina ao SUS. Dados citados apontam que, desde 2024, a farmacêutica recebeu R$ 232,6 milhões da pasta.

A oposição argumenta que o governo financiou a instalação da indústria, garantiu a receita através de contratos públicos e promoveu a imagem do negócio. Para Rogério Marinho, a articulação posterior para a entrada do BTG Pactual na Biomm visava blindar o governo e a empresa do desgaste político causado pela liquidação do Banco Master.

Impacto financeiro e análise institucional

Os números apresentados pela liderança da oposição dimensionam o impacto da crise. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) teria absorvido um prejuízo estimado em R$ 57,4 bilhões após a liquidação do Banco Master. Enquanto isso, a Biomm acumulou R$ 203 milhões em crédito público via Finep, BNDES e BDMG, além de aportes em equity e contratos de longo prazo com o governo federal.

Para o senador, o episódio simboliza o esgotamento moral da política de “campeões nacionais” historicamente defendida por gestões petistas. Em sua análise, o governo não apenas falha em esconder sua relação com o caso, mas também transfere à sociedade o ônus de sua gestão sobre os recursos públicos. Mais informações podem ser consultadas na Revista Oeste.

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