domingo , 14 junho 2026
Foto: Divulgação/Copasa
Foto: Divulgação/Copasa

Copasa conclui venda bilionária e se torna a segunda maior privatização do saneamento no Brasil

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) finalizou um marco significativo em sua história recente, concluindo o processo de desestatização que a posiciona como a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil realizada em bolsa. A operação, que envolveu a oferta secundária de ações, movimentou um expressivo volume financeiro, redefinindo a estrutura acionária da companhia e o panorama do saneamento básico no estado de Minas Gerais.

Este movimento estratégico do governo mineiro, que visava a otimização de sua participação na empresa, resultou na entrada de um novo acionista majoritário individual e na injeção de bilhões de reais nos cofres estaduais. A transação reflete não apenas o interesse do mercado no setor de infraestrutura, mas também a busca por eficiência e universalização dos serviços de água e esgoto.

O desfecho da privatização da Copasa e os valores envolvidos

O processo de privatização da Copasa foi concluído na noite da última quinta-feira, através de duas fases de uma oferta secundária de ações, conhecida como follow on. Ao todo, a operação movimentou R$ 8,4 bilhões, valor que será direcionado integralmente ao Estado de Minas Gerais, que atuou como o único vendedor das ações.

Esta transação se destaca no cenário nacional, sendo superada apenas pela privatização da Sabesp, ocorrida em 2024, que alcançou um montante de quase R$ 15 bilhões. A ação da Copasa foi vendida a R$ 49,03, preço idêntico ao desembolsado pelo investidor de referência na fase inicial do processo. Somente o lote base de 56,4 milhões de ações foi negociado, gerando R$ 2,8 bilhões.

Inicialmente detentor de 50% da Copasa, o governo mineiro agora possui uma participação de 5% na companhia. Contudo, o estado manteve um poder de veto estratégico, conhecido como golden share, garantindo influência em decisões cruciais da empresa. A decisão de reter essa fatia minoritária foi motivada pela preferência em assegurar um assento no conselho, dada a presença de um investidor de referência já estabelecido.

Equatorial Energia assume controle e projeta futuro do saneamento

A Equatorial Energia, já reconhecida como o maior acionista da Sabesp, consolidou sua posição no setor ao se tornar também o maior acionista individual da Copasa. A empresa arrematou 30% da oferta por R$ 5,6 bilhões em uma fase anterior da transação, na qual participou sem concorrentes diretos.

Com a aquisição, a Equatorial Energia assumiu o compromisso de universalizar o acesso a água e saneamento no estado de Minas Gerais até o ano de 2033. O presidente da companhia, Augusto Miranda, enfatizou a importância estratégica do setor, afirmando que

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