terça-feira , 9 junho 2026
Foto: Reprodução/ Freepik
Foto: Reprodução/ Freepik

Queda expressiva de 22% nos roubos e furtos de motos altera cenário criminal na Grande São Paulo

A Região Metropolitana de São Paulo registrou uma significativa redução nos índices de roubo e furto de motocicletas no primeiro trimestre de 2026. Dados de um levantamento da Ituran revelam uma queda de 22% nas ocorrências, totalizando 5.857 casos entre janeiro e março deste ano, em comparação com os 7.545 incidentes reportados no mesmo período de 2025. Essa diminuição, contudo, vem acompanhada de uma reconfiguração nos padrões criminais, com os furtos ganhando mais espaço e a distribuição geográfica dos crimes se tornando mais pulverizada pela capital paulista.

A análise detalhada aponta para uma mudança no comportamento dos criminosos e nos tipos de veículos visados, indicando um cenário em constante evolução para as forças de segurança e proprietários de motos. Enquanto a redução geral é um dado positivo, a disseminação dos crimes para novas áreas e a predominância de furtos sobre roubos sugerem a necessidade de estratégias adaptadas para enfrentar essa nova dinâmica.

Redução Abrangente e os Alvos Preferenciais dos Criminosos

Apesar da queda geral nas ocorrências, a Honda CG 160 manteve-se como o modelo mais visado pelos criminosos, respondendo por aproximadamente um terço de todos os casos registrados na região metropolitana. Foram 1.968 ocorrências envolvendo a CG 160, mesmo com uma redução de 19% em comparação com o ano anterior. Este dado reforça a popularidade do modelo entre os ladrões, possivelmente devido à sua alta demanda no mercado de peças e revenda.

Entre as motocicletas de baixa cilindrada (abaixo de 500 cc), a Honda dominou o ranking dos veículos mais roubados e furtados, ocupando sete das dez posições. Além da CG 160, destacam-se a CG 150, com 247 ocorrências, e a XRE 300, com 201 registros. A Yamaha também figurou entre os cinco primeiros, com a XTZ 250 (186 casos) e a Fazer 250 (183 casos). Uma novidade no ranking foi a entrada da TVS Sport 110, única representante fora das marcas japonesas, com 137 ocorrências. Para as motos acima de 500 cilindradas, a Honda CB 500 liderou com 33 registros, seguida por modelos da Royal Enfield e Triumph.

Transformação no Perfil dos Crimes e Veículos Visados

O estudo da Ituran revela uma alteração significativa no tipo de crime praticado. Os furtos, que geralmente envolvem a subtração do veículo sem contato direto com a vítima, ganharam maior participação nas estatísticas. Eles representaram 74,35% das ocorrências envolvendo motocicletas abaixo de 500 cilindradas, um aumento de sete pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025. Essa mudança pode indicar uma preferência por abordagens menos confrontadoras ou uma maior oportunidade para furtos em locais de estacionamento.

Para as motocicletas acima de 500 cilindradas, os roubos ainda predominam, mas também perderam terreno, respondendo por 65% dos registros, enquanto os furtos subiram para 35%. Há também uma distinção no perfil dos veículos alvos: criminosos preferem modelos mais novos entre as motos de menor cilindrada, enquanto para as motocicletas de alta cilindrada, os veículos com mais de dez anos de uso são os mais frequentemente visados. Essa preferência pode estar ligada ao valor de revenda ou à demanda por peças específicas.

Descentralização Geográfica dos Incidentes na Capital

O mapa dos roubos e furtos de motocicletas na capital paulista sofreu uma notável descentralização. Diferentemente de 2025, quando as ocorrências se concentravam predominantemente nas zonas Leste e Sul, os registros de 2026 mostram uma distribuição mais homogênea pela cidade. Santo Amaro, na Zona Sul, assumiu a liderança entre os bairros com mais casos, saltando de 82 para 117 ocorrências. Na sequência, aparecem Barra Funda (80), Tatuapé (74), Santana (73) e Freguesia do Ó (61).

Apesar da nova distribuição, a Zona Sul continua sendo uma área de atenção, com bairros como Capão Redondo, Campo Limpo e Grajaú mantendo índices elevados de roubos e furtos. Essa dispersão dos crimes sugere que as quadrilhas podem estar explorando novas áreas ou que a vigilância em zonas tradicionalmente mais afetadas pode ter levado a um deslocamento das ações criminosas. Para mais informações sobre segurança veicular, consulte Ituran Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *