A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado Federal ganha novos contornos com a divulgação de uma recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas. O levantamento, que avaliou as intenções de voto no estado, posiciona a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), como a principal candidata, à frente em ambos os cenários estimulados apresentados aos eleitores. A corrida eleitoral paulista, crucial para a composição do Congresso Nacional, mostra um cenário competitivo, com outros nomes de peso buscando espaço.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP) também se firmam entre os líderes, consolidando um grupo de candidatos que se destacam na preferência do eleitorado paulista. A análise dos dados revela não apenas as posições atuais, mas também a dinâmica das intenções de voto e os desafios enfrentados pelos postulantes às cadeiras senatoriais.
Cenários Estimulados: Lideranças e Variações na Disputa pelo Senado
Nos cenários estimulados, onde os eleitores escolhem entre uma lista predefinida de candidatos, Marina Silva mantém a liderança. No primeiro cenário, a ambientalista registra 35,1% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Simone Tebet, com 32,4%, e Guilherme Derrite, que soma 26,7%. Outros nomes como Ricardo Salles (Novo), com 17,1%, André do Prado (PL), com 13,9%, e Paulinho da Força (Solidariedade), com 13,4%, também foram avaliados.
A pesquisa indica uma relativa estabilidade entre os principais concorrentes em comparação com levantamentos anteriores. Marina Silva oscilou de 37,8% para 35,1% entre abril e junho, enquanto Simone Tebet variou de 32,9% para 32,4% no mesmo período. Guilherme Derrite passou de 27,4% para 26,7%, demonstrando pequenas flutuações que não alteram significativamente as posições de liderança.
Segundo Cenário e a Entrada de Márcio França
Um segundo cenário estimulado foi analisado, substituindo Simone Tebet por Márcio França (PSB). Neste contexto, Marina Silva mantém sua posição de liderança, registrando 35,9% das intenções de voto. Guilherme Derrite aparece em segundo lugar, com 26,4%, seguido de perto por Márcio França, com 25,4%.
Neste cenário, Ricardo Salles registra 17,1%, e André do Prado e Paulinho da Força aparecem empatados com 14,6% cada. A série histórica deste cenário mostra que Marina Silva permaneceu na liderança entre maio e junho. Derrite avançou levemente, enquanto Márcio França recuou de 27,1% para 25,4%, indicando uma disputa acirrada pela segunda vaga.
Voto Espontâneo e Índices de Rejeição
A pesquisa também abordou o voto espontâneo, onde os entrevistados mencionam seus candidatos sem uma lista prévia. Neste quesito, a indefinição ainda é predominante, com cerca de 83,4% dos eleitores afirmando não saber em quem votar ou não opinando. Entre os nomes citados espontaneamente, Simone Tebet aparece com 3,2%, seguida por Guilherme Derrite, com 2,8%, e Marina Silva, com 1,3%.
Os índices de rejeição também foram medidos, revelando que Marina Silva lidera esse indicador, com 28,6% dos entrevistados declarando que não votariam nela. Em seguida, aparecem Paulinho da Força, com 21,7%, e Simone Tebet, com 18,9%. Guilherme Derrite registra rejeição de 14,1%, Ricardo Salles tem 13,1%, Márcio França soma 12,5% e André do Prado aparece com 11,6%.
Metodologia e Abrangência do Levantamento
O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 16 e 18 de junho de 2026. Foram ouvidos 1,6 mil eleitores em 80 municípios do estado de São Paulo, garantindo uma amostra representativa do eleitorado paulista. A pesquisa possui uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com um grau de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-08639/2026, assegurando sua conformidade com as normas eleitorais vigentes. Para mais informações sobre o processo eleitoral, consulte o TSE.
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