O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para a realização de 17 visitas ao general Walter Braga Netto. O ex-ministro da Defesa cumpre pena no Comando da 1ª Divisão do Exército, localizado no Rio de Janeiro. As visitas foram liberadas para ocorrerem de forma programada entre junho e outubro de 2026.
braga: cenário e impactos
Agenda de encontros e parlamentares autorizados
A decisão atende a um pedido apresentado pela defesa do general na segunda-feira, 8 de junho. O magistrado analisou a solicitação e deferiu, em um único despacho, todos os encontros previstos para o período de quatro meses. A medida permite que o ex-ministro receba parlamentares, ex-integrantes do governo e militares.
Entre os nomes que compõem a lista de visitantes autorizados estão figuras de destaque da oposição. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, e o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, possuem permissão para os encontros. Também foram incluídos ex-membros da gestão de Jair Bolsonaro, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten e o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga.
Presença de militares e aliados próximos
O grupo de visitantes é composto majoritariamente por membros das Forças Armadas. Além de figuras políticas, a lista contempla os generais Luiz Eduardo Ramos e Eduardo Pazuello. Outros nomes ligados ao círculo do ex-presidente também foram contemplados pela decisão judicial.
A relação de autorizados inclui ainda Waldir Ferraz, aliado de Bolsonaro, e Eduardo José Barbosa, ex-presidente do Clube Militar. Também estão autorizados Sérgio José Pereira, ex-secretário-geral do Ministério da Defesa, e Laerte de Souza Santos, que ocupou cargo relevante na gestão de armamentos e munições. Mais detalhes sobre o caso podem ser acompanhados na Revista Oeste.
Contexto da condenação judicial
O general Walter Braga Netto cumpre pena de 26 anos de reclusão. A condenação foi imposta pela Justiça devido à sua participação nos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O cumprimento da pena ocorre sob custódia do Exército, mantendo o ex-ministro sob regime de restrição de liberdade e monitoramento constante das autoridades competentes.
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