terça-feira , 2 junho 2026
Foto: Reprodução/X
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STF julga prisão preventiva de primo de Daniel Vorcaro em operação contra fraudes

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira, 22, a análise da manutenção da prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro. Primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Felipe é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais operadores financeiros em um esquema investigado pela Operação Compliance Zero. A decisão dos ministros pode referendar ou reverter a determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que converteu a prisão temporária de Felipe em preventiva.

O julgamento ocorre no plenário virtual da turma e se estenderá até o dia 29 de maio. A expectativa é que os magistrados avaliem os argumentos apresentados pela defesa e pela acusação, considerando os indícios de continuidade das atividades ilícitas e o risco de reiteração criminosa, conforme apontado na decisão inicial que fundamentou a conversão da prisão.

Análise da Segunda Turma do STF sobre a Prisão Preventiva

A pauta da Segunda Turma do STF inclui a deliberação sobre a medida cautelar imposta a Felipe Cançado Vorcaro. A prisão preventiva, que é por tempo indeterminado, difere da prisão temporária e exige fundamentos mais robustos, como a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal ou a aplicação da lei penal.

O ministro André Mendonça, ao converter a prisão temporária em preventiva, destacou a existência de indícios que sugerem a persistência das supostas ações ilegais, mesmo com o avanço das investigações. Além disso, o relator mencionou o risco de reiteração criminosa, a possibilidade de ocultação de patrimônio e uma potencial interferência nos trabalhos de apuração como justificativas para a medida mais rigorosa.

Operação Compliance Zero e o Envolvimento de Felipe Vorcaro

Felipe Cançado Vorcaro foi detido no início de maio, durante a quinta fase da Operação Compliance Zero. Esta investigação da Polícia Federal mira suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e corrupção, envolvendo uma rede de empresas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal sustenta que Felipe desempenhava um papel central no “núcleo financeiro-operacional” do grupo investigado. Ele seria o responsável por executar movimentações financeiras e societárias consideradas suspeitas, que estão sob escrutínio das autoridades para desvendar a extensão e a natureza das irregularidades.

Detalhes das Acusações e Movimentações Suspeitas

Entre as acusações detalhadas pela investigação, destaca-se a participação de Felipe Cançado Vorcaro na venda de 30% da Green Investimentos. Segundo os investigadores, essa participação societária, avaliada em aproximadamente R$ 13 milhões, teria sido negociada por um valor significativamente menor, R$ 1 milhão, para uma empresa que possui vínculos com a família do senador Ciro Nogueira.

Essa transação específica é um dos pontos cruciais da apuração, levantando questionamentos sobre a legalidade e a transparência das operações financeiras conduzidas pelo grupo. As autoridades buscam determinar se houve manipulação de valores ou outras irregularidades na negociação.

Negociações de Colaboração Premiada de Daniel Vorcaro

O julgamento no STF ocorre em um momento em que Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e primo de Felipe, continua buscando um acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal, no entanto, rejeitou uma proposta de delação apresentada por Daniel na quarta-feira, 20, alegando que as informações oferecidas não eram inéditas em relação ao material já coletado pela investigação.

Apesar da recusa inicial da PF, a defesa do ex-dono do Banco Master mantém as negociações com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que demonstrou interesse em prosseguir com as conversas. Daniel Vorcaro está preso desde março, também no âmbito da Operação Compliance Zero, e a sua possível colaboração pode trazer novos desdobramentos para o caso. Saiba mais sobre as decisões do STF.

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