terça-feira , 2 junho 2026
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Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, a primeira mulher a ser presidente do STM | Foto: Divulgação/ STM

Superior Tribunal Militar destina 10% do treinamento de servidores a temas de diversidade

O Superior Tribunal Militar (STM) implementou uma nova diretriz para a capacitação de seus servidores, estabelecendo que uma parcela significativa da carga horária de treinamento será dedicada a temas de diversidade e inclusão. A medida, que visa aprimorar a formação dos funcionários, determina que no mínimo 10% do tempo de capacitação aborde conteúdos relacionados à “cultura woke”, focando em aspectos de “natureza antidiscriminatória”.

Essa iniciativa reflete um movimento crescente em diversas instituições públicas para integrar pautas sociais e de direitos humanos no desenvolvimento profissional. As aulas, conforme detalhado pelo STM, serão centradas em “direitos humanos, inclusão e diversidade”, buscando fomentar um ambiente de trabalho mais equitativo e consciente das pluralidades sociais.

Nova diretriz para a capacitação no Superior Tribunal Militar

A exigência de destinar 10% do treinamento a temas de diversidade está formalizada no Ato Normativo nº 969. Este documento atualiza as regras do Programa de Avaliação de Desempenho (PADES), um instrumento fundamental para o acompanhamento e desenvolvimento da carreira dos servidores do tribunal. A norma foi assinada pela presidente do STM, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha.

A inclusão dessas temáticas no currículo de formação sublinha a importância que o tribunal atribui à promoção de valores como respeito e igualdade dentro de sua estrutura. O objetivo é capacitar os servidores para lidar com as complexidades das relações humanas e sociais, refletindo a evolução das discussões sobre direitos e representatividade no serviço público.

Liderança e inovação na presidência do STM

A assinatura do Ato Normativo nº 969 pela presidente Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha destaca um período de modernização e adaptação no STM. Ela, que assumiu a presidência em 2025, é a primeira mulher a ocupar o cargo máximo do tribunal, um marco histórico que simboliza avanços na representatividade dentro da Justiça Militar da União.

Sua gestão tem sido marcada pela implementação de medidas que visam não apenas a eficiência administrativa, mas também a promoção de princípios éticos e sociais. A integração de temas de diversidade e inclusão no treinamento de servidores é um exemplo claro dessa abordagem, alinhando a instituição às discussões contemporâneas sobre responsabilidade social e equidade.

Impacto na avaliação de desempenho e carreira

As novas regras do PADES trazem implicações diretas para a trajetória profissional dos servidores, especialmente aqueles em estágio probatório. Para a aprovação, o funcionário precisa alcançar uma média mínima de 2,8 pontos, o que corresponde a 70% da pontuação máxima de 4,0.

O não cumprimento desse índice pode resultar em consequências significativas, como a exoneração para servidores não estáveis ou o retorno ao cargo anterior, conforme previsto pela legislação vigente. Além disso, o documento estabelece que a chefia imediata tem a responsabilidade de assegurar a participação dos servidores no Programa de Ambientação da Justiça Militar da União, reforçando a importância da integração e do conhecimento institucional.

Regras de transição e abrangência da medida

Para garantir uma transição justa e organizada, o Ato Normativo nº 969 detalha as regras de aplicação da nova exigência de treinamento. O percentual mínimo de capacitação em temas antidiscriminatórios será obrigatório para os servidores que, até a data de publicação do ato, tiverem cumprido menos de 90% da carga horária mínima total de treinamento.

Por outro lado, os funcionários que já haviam completado as 80 horas de treinamento exigidas, mesmo que sem promoção e antes da entrada em vigor da nova regra, serão dispensados de cumprir essa meta específica. Essa abordagem visa equilibrar a implementação das novas diretrizes com o reconhecimento do esforço e da capacitação já realizada pelos servidores.

Para mais informações sobre o Ato Normativo nº 969, consulte a íntegra do documento oficial: Ato Normativo nº 969

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