domingo , 21 junho 2026
Foto: Douglas Ferreira/Rede Câmara SP
Foto: Douglas Ferreira/Rede Câmara SP

Vereador aciona Ministério Público para investigar invasão e violência na USP

Representação formal busca apuração de crimes na USP

O vereador Adrilles Jorge, do União Brasil, protocolou uma notícia-crime junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo. A medida visa investigar formalmente os atos de vandalismo e violência registrados durante a invasão da Universidade de São Paulo (USP), ocorrida no último dia 8, logo após o encerramento de uma greve estudantil.

O parlamentar sustenta que a ocupação da administração central da universidade extrapolou os limites do protesto, transformando-se em um cenário de agressões e destruição. A intervenção da Polícia Militar foi necessária para realizar a desocupação do prédio e restabelecer a ordem no campus do Butantã.

Denúncia aponta tentativa de homicídio e depredação

No documento apresentado, Adrilles Jorge detalha uma série de condutas criminosas que teriam sido praticadas pelos manifestantes. Entre as acusações mais graves, o parlamentar destaca o lançamento de um rojão contra policiais e seguranças que atuavam no local, o que, segundo ele, configura possível tentativa de homicídio.

A representação também elenca outros delitos, como dano qualificado ao patrimônio público, lesão corporal grave e associação criminosa. O vereador argumenta que a perícia técnica sobre o artefato explosivo e a análise das circunstâncias do caso são fundamentais para comprovar o dolo contra a vida dos agentes públicos presentes.

Exigência de responsabilização criminal

O objetivo central da iniciativa é a identificação e a punição dos responsáveis pelos atos de desordem. O parlamentar enfatiza que a violência não pode ser confundida com o exercício legítimo do direito de manifestação, defendendo que o Estado deve atuar com firmeza diante de ataques a servidores e à integridade do patrimônio público.

De acordo com o parlamentar, as evidências sugerem que participantes da mobilização chegaram ao campus preparados para causar danos, colocando em risco a segurança de todos os envolvidos. Caso os acusados sejam condenados pelos crimes apontados na notícia-crime, as penas somadas podem ultrapassar dez anos de prisão, conforme a legislação vigente Ministério Público de São Paulo.

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