terça-feira , 2 junho 2026
Foto: Divulgação / Agência Brasil
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Abimaq articula nos EUA para barrar sobretaxa de 25% em máquinas brasileiras

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) iniciou uma ofensiva diplomática e comercial nos Estados Unidos para tentar reverter a proposta de uma sobretaxa de 25% sobre produtos do setor. A medida, anunciada pelo governo norte-americano, coloca em risco a competitividade das exportações brasileiras, que possuem no mercado dos Estados Unidos o seu principal destino externo.

A entidade confirmou que participará ativamente das consultas públicas abertas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com prazo para manifestações até 1º de julho. Além disso, a Abimaq marcará presença na audiência pública agendada para 6 de julho, buscando influenciar a decisão final, que está prevista para ocorrer em 15 de julho.

Estratégia de defesa e questionamento econômico

Segundo José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, o foco da atuação será demonstrar às autoridades norte-americanas a fragilidade dos argumentos econômicos que sustentam a taxação. A entidade sustenta que a sobretaxa carece de justificativa técnica e pode gerar prejuízos diretos para empresas que operam nos próprios Estados Unidos.

Um dos pontos centrais da argumentação brasileira reside na balança comercial do setor. Atualmente, os Estados Unidos mantêm um superávit no comércio de máquinas e equipamentos com o Brasil, o que significa que os fabricantes norte-americanos vendem um volume maior de produtos para o mercado brasileiro do que importam das indústrias nacionais.

Impacto nas operações e concorrência global

A preocupação do setor é agravada pela natureza das transações comerciais. De acordo com dados da Abimaq, 82% das exportações brasileiras de máquinas para o mercado norte-americano ocorrem entre empresas que pertencem ao mesmo grupo econômico, o que torna a tarifa um custo adicional para as próprias companhias dos Estados Unidos.

Outro aspecto relevante da análise é a dinâmica da concorrência internacional. A entidade avalia que a sobretaxa pode reduzir a distância competitiva entre os fabricantes brasileiros e os chineses. Atualmente, a China enfrenta tarifas próximas de 30% para exportar máquinas aos Estados Unidos, e a aplicação da taxa de 25% sobre o Brasil estreitaria significativamente essa diferença de mercado.

Para mais detalhes sobre o cenário econômico global, acompanhe as atualizações em Ministério da Economia.

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