sábado , 13 junho 2026
A Copa do Mundo de 2026 reflete paralelos entre a gestão de Trump e o uso do esporte como propaganda política, tal qual o regime de Mussolini.

Copa do Mundo de 2026 e o espelhamento político de Trump no regime de Mussolini

te e redefiniu a história dos Mundiais: sob o controle de Benito Mussolini, a It
Reprodução Intercept

Copa do Mundo de 2026 e a projeção de poder dos Estados Unidos

A Copa do Mundo de 2026 inicia-se sob uma atmosfera que transcende o esporte, funcionando como um cartão de visitas para a atual política dos Estados Unidos. O torneio, realizado durante o segundo mandato do presidente Donald Trump, evoca paralelos históricos com a edição de 1934, sediada na Itália sob o comando de Benito Mussolini.

Assim como o regime fascista italiano utilizou o evento para propagandear um suposto esplendor nacional, a atual gestão estadunidense parece buscar na grandiosidade do Mundial uma forma de legitimar seus próprios projetos de poder. A análise histórica sugere que líderes autoritários frequentemente recorrem a eventos globais para projetar uma imagem de força e superioridade perante a comunidade internacional.

Paralelos históricos entre regimes e o uso do esporte

Historicamente, a utilização de competições esportivas como ferramenta de propaganda não é um fenômeno novo. Mussolini, por exemplo, reivindicava as conquistas do Império Romano para justificar a violência e o expansionismo de seu governo durante o período em que a Itália organizou a competição.

No cenário contemporâneo, Donald Trump utiliza o movimento conhecido como MAGA para reforçar uma retórica de retorno a uma suposta grandeza nacional. Essa postura reflete uma política externa e interna marcada pelo nacionalismo e pela busca por uma hegemonia que, segundo críticos, ecoa estratégias de comunicação e controle observadas em regimes do século passado.

A expansão do torneio e a centralização da influência

A estrutura do campeonato de 2026, que contará com 48 equipes distribuídas por 12 grupos, sinaliza uma mudança significativa na escala do evento. Embora a organização seja compartilhada entre Estados Unidos, México e Canadá, a concentração de 11 das 16 cidades-sede em território estadunidense evidencia a centralidade do país na condução do torneio.

Essa configuração geográfica e logística, com a final agendada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, reforça a intenção de protagonismo dos Estados Unidos. A expansão no número de sedes, comparada ao modelo restrito de edições anteriores, serve como um espelho da ambição política que permeia a organização desta edição da Copa do Mundo.

Comunicação digital e o controle da narrativa

A estratégia de comunicação adotada pela administração atual moderniza as táticas de propaganda utilizadas por regimes autoritários no passado. Enquanto Mussolini explorava a radiodifusão para alcançar as massas com seu discurso histriônico, Trump utiliza plataformas digitais e redes sociais para pulverizar perspectivas que moldam a opinião pública em escala global.

Apesar do esforço em projetar uma imagem de união hemisférica, a organização do Mundial enfrenta desafios diplomáticos. Tensões com o México e o Canadá, somadas a um contexto global de instabilidade e conflitos armados, colocam em xeque a tentativa de consolidar uma hegemonia incontestável através do futebol.

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