terça-feira , 2 junho 2026
Foto: Reprodução/Instagram
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Deolane Bezerra sob investigação por suposta ligação com lavagem de dinheiro do PCC

A influenciadora digital Deolane Bezerra está no centro de uma complexa investigação da Polícia Civil de São Paulo, que apura seu suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). As autoridades alegam que a imagem pública de sucesso da advogada, juntamente com a ostentação de carros de luxo, viagens internacionais e movimentações financeiras milionárias, teria sido utilizada para conferir uma aparência de legalidade a recursos ilícitos da facção criminosa.

A defesa de Deolane Bezerra, no entanto, nega veementemente as acusações. Segundo os representantes da influenciadora, ela não possui qualquer ligação com organizações criminosas e não praticou o crime de lavagem de dinheiro. A prisão preventiva da advogada foi decretada sob o argumento de risco de fuga, ocorrendo em uma quinta-feira, dia 21, pouco após seu retorno ao Brasil depois de semanas na Europa.

Deolane Bezerra e a investigação por lavagem de dinheiro

O relatório policial detalha que Deolane Bezerra teria “emprestado toda a sua estrutura financeira e aparente respeitabilidade social” para facilitar o trânsito e a integração de valores de origem ilegal. Para os investigadores, a ampla exposição pública e o estilo de vida milionário da influenciadora eram fatores cruciais que ajudavam a normalizar transações financeiras de alto valor, dificultando a identificação da origem criminosa dos recursos.

A polícia sustenta que a influenciadora teria desempenhado o papel de uma espécie de “caixa” para a organização. Nesse suposto esquema, ela receberia quantias em suas contas pessoais e empresariais, misturaria esses valores com suas receitas legítimas e, posteriormente, devolveria parte do dinheiro ao grupo criminoso, conferindo-lhe uma fachada de legalidade.

Origem da apuração: bilhetes em penitenciária e a rota do dinheiro

A investigação que culminou no indiciamento de Deolane Bezerra teve início em 2019. Agentes penitenciários da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, encontraram bilhetes manuscritos em celas, que se tornaram a peça-chave para desvendar a estrutura financeira do PCC. Esses documentos permitiram às autoridades mapear as operações financeiras da facção.

A partir dos bilhetes, a apuração policial chegou a uma transportadora que, segundo os investigadores, funcionava como uma empresa de fachada. Essa companhia seria utilizada para movimentar grandes somas de dinheiro pertencentes ao grupo criminoso. A polícia afirma que parte desses valores era então repassada para contas de terceiros, e duas dessas contas estariam diretamente ligadas à influenciadora.

A rede de conexões: Marcola e os elos familiares

As investigações apontam que o principal elo entre Deolane Bezerra e Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do PCC, seria Paloma Sanches Herbas Camacho. Paloma, sobrinha de Marcola, reside na Espanha e é considerada uma figura central na conexão.

Além de Marcola e Paloma, outros indivíduos foram alvo da operação policial. Entre eles estão Everton de Souza, apelidado de Player, que é apontado como um dos operadores financeiros da facção. Também foram investigados Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, outro sobrinho do líder do PCC, indicando uma rede familiar e operacional envolvida nos supostos crimes.

A prisão preventiva e a defesa da influenciadora

A prisão preventiva de Deolane Bezerra foi decretada com base no risco de fuga. O processo judicial destacou que a influenciadora havia retornado ao Brasil na véspera da operação policial, após um período de semanas na Europa, o que foi considerado um fator relevante para a decisão judicial.

A defesa da influenciadora continua a negar todas as acusações, afirmando que não há provas de sua participação em organização criminosa ou de lavagem de dinheiro. O caso segue em andamento, com as autoridades buscando consolidar as evidências que sustentam as alegações contra a advogada e influenciadora. Para mais informações sobre investigações policiais, consulte o site da Polícia Civil de São Paulo.

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