terça-feira , 2 junho 2026
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Propaganda eleitoral: advogados acionam Procuradoria por deepfake e fake news contra Flávio Bolsonaro

O Movimento Advogados de Direita Brasil protocolou, no sábado, 23 de maio de 2026, uma notícia de infração eleitoral junto à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). A ação visa combater conteúdos disseminados em redes sociais que, segundo a entidade, configuram propaganda antecipada negativa e desinformação direcionada ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Este movimento jurídico destaca a crescente preocupação com a integridade do processo eleitoral diante do uso de tecnologias de manipulação digital.

A representação aponta para a utilização de inteligência artificial, incluindo técnicas de deepfake, para alterar vídeos do senador, além da disseminação de informações falsas. A iniciativa sublinha a importância de fiscalizar o ambiente digital para garantir a equidade e a transparência nas campanhas políticas, especialmente em um cenário pré-eleitoral.

Ação Legal Contra Propaganda Eleitoral Antecipada

A notícia de infração eleitoral, apresentada pelo Movimento Advogados de Direita Brasil, foca em perfis da plataforma Instagram que estariam promovendo ataques ao senador Flávio Bolsonaro. As acusações incluem a prática de propaganda eleitoral antecipada de caráter negativo, a veiculação de notícias falsas e o uso de inteligência artificial para manipular conteúdos audiovisuais envolvendo o parlamentar.

O objetivo, conforme a entidade, seria influenciar o eleitorado de forma indevida antes do período oficial de campanha, o que comprometeria a igualdade de condições entre os concorrentes. A ação busca coibir práticas que distorcem o debate público e minam a confiança no sistema eleitoral.

Acusações de Manipulação Digital e Desinformação

Entre os conteúdos contestados, a representação detalha dois vídeos específicos. Um deles associa Flávio Bolsonaro ao nazismo, exibindo botas que formam uma suástica sobre uma bandeira dos Estados Unidos. A publicação que acompanha o vídeo descreve o senador e seu pai como “fascistas lambe-botas dos EUA”, o que o movimento considera uma tentativa de “desumanizar” a imagem do parlamentar e gerar repulsa.

Outro vídeo polêmico mostra uma suposta declaração de Flávio Bolsonaro afirmando “eu vou acabar com o Pix”. Segundo os advogados, este conteúdo foi adulterado por meio de deepfake, alterando a voz e os movimentos labiais do senador. A publicação ainda tenta vincular a família Bolsonaro ao governo de Donald Trump, acusando o grupo de atuar contra o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix.

A peça jurídica ressalta que esses vídeos foram amplamente divulgados em perfis com dezenas de milhares de seguidores, indicando uma estratégia de desinformação em larga escala. A disseminação de tais materiais, segundo os advogados, visa criar narrativas distorcidas e prejudicar a reputação do pré-candidato.

Fundamentação Jurídica e Pedidos do Movimento

Para fundamentar a denúncia, os advogados citam trechos da Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regulamentam a propaganda eleitoral. Essas normas proíbem expressamente a propaganda antecipada, a divulgação de fatos sabidamente inverídicos e a utilização de conteúdos manipulados por inteligência artificial com o intuito de interferir no processo eleitoral.

O movimento argumenta que a circulação desses vídeos viola os princípios da lisura e da transparência que devem reger as eleições. Diante disso, o grupo solicita à Procuradoria-Geral Eleitoral a imediata remoção das publicações ofensivas e manipuladas. A ação reforça a premissa de que “a mentira digital organizada não pode substituir o debate político”, defendendo um ambiente eleitoral baseado em informações verídicas e debates construtivos. Para mais informações sobre a legislação eleitoral, consulte o site do Tribunal Superior Eleitoral.

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