terça-feira , 2 junho 2026
Foto: Divulgação
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Estatais registram deficit de R$ 1,8 bilhão em abril conforme dados do Banco Central

Desempenho das estatais impacta o setor público

O desempenho financeiro das empresas estatais brasileiras apresentou um resultado negativo durante o mês de abril de 2026. Segundo informações divulgadas pelo Banco Central na sexta-feira, 29 de maio, o segmento registrou um deficit primário de R$ 1,8 bilhão, contribuindo para uma pressão adicional sobre as contas públicas do período.

economia: cenário e impactos

Este saldo negativo das estatais atuou como um contraponto ao desempenho de outras esferas governamentais. Enquanto as empresas públicas fecharam o mês no vermelho, o governo federal obteve um superavit de R$ 26,1 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram um saldo positivo de R$ 329 milhões.

Resultado consolidado e contexto fiscal

Apesar do resultado deficitário das estatais, o setor público consolidado encerrou o mês de abril com um superavit primário total de R$ 24,6 bilhões. O montante representa uma melhora em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo havia atingido R$ 14,1 bilhões.

O cálculo do resultado primário considera a diferença entre receitas e despesas, excluindo os pagamentos de juros da dívida pública. Mesmo com o superavit mensal, a trajetória de longo prazo permanece desafiadora para as finanças nacionais, com o resultado acumulado nos últimos 12 meses apresentando um deficit de R$ 126,6 bilhões, o que equivale a 0,97% do PIB.

Pressão dos juros sobre a dívida nominal

A análise das contas públicas revela um cenário de preocupação quando se observa o deficit nominal, que incorpora os gastos com juros da dívida. O acumulado dos últimos 12 meses atingiu a marca de R$ 1,22 trilhão, correspondendo a 9,41% do PIB, evidenciando o peso dos encargos financeiros sobre o orçamento.

As despesas com juros continuam em trajetória de alta, totalizando R$ 84,8 bilhões apenas em abril. O valor supera significativamente os R$ 69,7 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior, reforçando o impacto dos custos de financiamento da dívida no cenário econômico atual, conforme detalhado em análises sobre o Banco Central.

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