terça-feira , 9 junho 2026
Foto: Thiago Lontra/Alerj
Foto: Thiago Lontra/Alerj

Eduardo Cavaliere contesta perdão judicial concedido a Monique Medeiros

Eduardo Cavaliere contesta perdão judicial concedido a Monique Medeiros

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, manifestou publicamente sua discordância em relação à decisão judicial que concedeu perdão a Monique Medeiros. A mulher foi condenada por omissão no caso que resultou na morte de seu filho, Henry Borel, ocorrida em 2021, quando a criança tinha apenas 4 anos de idade.

Para o chefe do Executivo municipal, a medida jurídica gera estranheza diante da gravidade do crime e do profundo impacto causado na sociedade brasileira. A declaração de Eduardo Cavaliere reforça o debate sobre a aplicação de penas em casos de violência contra menores, um tema que mobiliza a opinião pública nacional.

Contexto da condenação e o desfecho do caso

A manifestação do prefeito ocorre logo após o encerramento do julgamento que sentenciou o ex-vereador Doutor Jairinho a mais de 40 anos de reclusão pelo homicídio do menino. No mesmo processo, Monique Medeiros recebeu uma pena de um ano e quatro meses de prisão por omissão no crime de tortura.

A juíza Elizabeth Machado Louro determinou que a pena de Monique Medeiros fosse cumprida em regime aberto. Como o período de detenção preventiva já havia sido contabilizado, a ré acabou beneficiada pelo perdão judicial, decisão que provocou reações imediatas da acusação e dos familiares da vítima.

Repercussão e críticas ao sistema judiciário

Em suas redes sociais, Eduardo Cavaliere destacou a perplexidade diante da sentença. O prefeito enfatizou que o caso envolve uma criança inocente e indefesa, o que torna a decisão de perdoar a pena um ponto de conflito com o sentimento de justiça esperado pela população.

O caso Henry Borel segue como um marco na discussão sobre a proteção infantil no Brasil. A atuação da magistrada Elizabeth Machado Louro, que também será responsável por julgar outros casos de grande repercussão, como o homicídio de uma gestante, permanece sob análise crítica de diversos setores da sociedade civil e de autoridades políticas. Para mais detalhes sobre o andamento dos processos, consulte o portal Revista Oeste.

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