terça-feira , 2 junho 2026
Foto: Reprodução/Agência Brasil
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Operações da PF contra facções entre 2022 e 2026 tiveram PCC e CV como alvos de 88% das prisões

Predomínio das facções no radar da Polícia Federal

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são os alvos centrais das ações de segurança pública no Brasil. Entre janeiro de 2022 e maio de 2026, integrantes dessas duas organizações criminosas representaram 88% das prisões temporárias ou preventivas efetuadas pela Polícia Federal (PF) em ofensivas contra o crime organizado.

O levantamento aponta que, ao longo do período analisado, a corporação deflagrou 743 operações, resultando em 2.596 capturas. Desse total, 1.102 detenções foram vinculadas ao PCC, enquanto 1.077 prisões ocorreram em investigações direcionadas ao CV. Em 100 casos, as ações miraram membros de ambas as facções simultaneamente.

Estratégia operacional e foco das investigações

A atuação da Polícia Federal concentrou-se majoritariamente no combate ao tráfico de entorpecentes, que respondeu por 70% das operações, totalizando 518 ações. O restante dos procedimentos investigativos focou em crimes contra o patrimônio, tráfico de armas e infrações ambientais. Juntos, o PCC e o CV foram o foco central de 81% das operações realizadas pela instituição no intervalo de tempo citado.

O balanço detalhado das capturas divide-se entre 1.639 prisões preventivas e 957 temporárias. Nas preventivas, o CV lidera com 825 mandados cumpridos, seguido pelo PCC com 547. Já nas prisões temporárias, o cenário se inverte, com o PCC registrando 555 detidos contra 252 do Comando Vermelho.

Impacto internacional e classificação como terrorismo

A pressão sobre os grupos criminosos ganhou uma nova dimensão com a decisão do Departamento de Estado dos EUA. A partir de 5 de junho, o PCC e o Comando Vermelho serão classificados como organizações terroristas estrangeiras. A medida, anunciada em 28 de maio, visa restringir a capacidade operacional desses grupos em escala global.

A classificação autoriza o bloqueio imediato de bens e ativos financeiros ligados às facções em território americano. Além disso, a iniciativa impõe sanções que impedem o acesso dos criminosos ao sistema bancário internacional e punem cidadãos ou empresas que mantenham relações comerciais com os integrantes dos grupos brasileiros. Mais informações sobre o combate ao crime organizado podem ser acompanhadas no portal oficial da Polícia Federal.

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