sábado , 13 junho 2026
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ACM Neto é pré-candidato ao governo da Bahia | Foto: Reprodução/Redes sociais

Flávio Bolsonaro acusa governo de hostilizar agronegócio em feira agropecuária na Bahia

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcou presença na Bahia Farm Show, uma das maiores feiras agropecuárias do país, realizada em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, nesta terça-feira, 9. Durante seu discurso, o parlamentar direcionou fortes críticas ao governo federal, acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de hostilizar o setor do agronegócio e de tratar os produtores rurais de maneira injusta.

A fala de Bolsonaro reverberou entre o público presente, composto majoritariamente por produtores rurais, que reagiram com aplausos e demonstrações de apoio. As declarações do senador destacaram a percepção de que o governo atual estaria em rota de colisão com um dos pilares da economia brasileira, gerando um debate sobre o papel e o reconhecimento do setor no cenário nacional.

Agronegócio sob ataque: as críticas de Flávio Bolsonaro

Em seu pronunciamento, Flávio Bolsonaro enfatizou a importância vital do agronegócio para o Brasil, afirmando que os produtores “carregam esse Brasil nas costas”. Ele expressou indignação com o que descreveu como um tratamento desrespeitoso por parte da atual gestão, que, segundo ele, estaria rotulando os trabalhadores rurais como “fascistas” ou “bandidos”.

A crítica central do senador girou em torno da alegada perseguição e hostilidade que o governo federal estaria impondo ao setor. Flávio Bolsonaro argumentou que tal postura desvaloriza a contribuição dos produtores para a segurança alimentar e a economia do país, gerando um clima de desconfiança e antagonismo entre o governo e o campo.

Cenário político na Bahia e ausência de aliados

A participação de Flávio Bolsonaro na Bahia Farm Show ocorreu em um contexto político complexo para o estado. Apesar da expectativa, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que é apoiado pelo PL na disputa pelo governo estadual, não compareceu ao evento. Flávio Bolsonaro, que discursou ao lado do ex-ministro João Roma (PL), pré-candidato ao Senado, optou por não citar ACM Neto diretamente, focando suas críticas no Partido dos Trabalhadores (PT).

O senador defendeu a “libertação da Bahia” do PT, partido que tem forte influência política no estado. Essa estratégia reflete uma cautela por parte dos aliados de ACM Neto, que avaliam que uma associação explícita com Flávio Bolsonaro poderia afastar eleitores simpáticos ao presidente Lula, especialmente considerando o expressivo resultado de Lula na Bahia em 2022, onde obteve 72,1% dos votos, contra 27,9% de Jair Bolsonaro. Enquanto isso, ACM Neto indicou apoio ao governador Ronaldo Caiado (PSD) para a presidência, mas reafirmou sua oposição ao PT em um eventual segundo turno, tendo participado de uma missa em Salvador no mesmo dia.

Defesa do setor rural e pautas de segurança pública

No palco da feira, Flávio Bolsonaro não apenas criticou o governo, mas também elogiou a relevância do agronegócio para a economia nacional, agradecendo aos produtores por seu papel fundamental na produção de alimentos. Ele atribuiu à gestão anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, avanços significativos na regularização fundiária, citando a entrega de títulos de propriedade rural como um exemplo concreto de apoio ao setor.

Além das questões agrárias, o senador abordou pautas de segurança pública, acusando o governo Lula de ser tolerante com o crime organizado. Flávio Bolsonaro defendeu propostas como a redução da maioridade penal e a aplicação de castração química para estupradores, enviando uma mensagem dura aos criminosos: “Esses marginais têm até final do ano para meter o pé. Ou vão ser presos, ou neutralizados.”

Perspectivas políticas e o futuro do ex-presidente

Ao concluir sua fala, Flávio Bolsonaro expressou um desejo político ambicioso: subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorre em um momento em que Jair Bolsonaro se encontra em uma situação jurídica delicada, atualmente inelegível e em prisão domiciliar, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo. A menção reforça a continuidade de uma agenda política alinhada com o ex-presidente e a busca por um retorno ao poder, mesmo diante dos desafios legais e eleitorais enfrentados pela família.

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