sábado , 13 junho 2026
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Planalto reforça pedido à Itália pela extradição da ex-deputada Carla Zambelli por crime comum

Governo brasileiro intensifica esforço diplomático pela extradição de Carla Zambelli na Itália

O governo brasileiro mantém uma ofensiva diplomática e jurídica junto às autoridades da Itália para viabilizar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O foco central da nova investida do Executivo é a condenação da política por um episódio de perseguição armada contra um jornalista, ocorrido em São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Atualmente, a ex-parlamentar encontra-se em liberdade na capital italiana, após ter cumprido um período de quase um ano de detenção na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. A Justiça brasileira impôs uma pena de cinco anos de reclusão à ex-deputada, fundamentada nas acusações de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O tribunal de Roma já agendou uma nova audiência para tratar do caso em 1º de julho.

Limites diplomáticos e o processo sobre o CNJ

Enquanto a pressão aumenta em relação ao caso do porte de arma, o cenário para outras frentes judiciais é considerado desfavorável pelo governo. A cúpula da gestão petista reconhece as limitações diplomáticas em relação ao pedido de extradição que envolvia a suposta invasão hacker aos computadores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Magistrados italianos demonstraram resistência ao envio da brasileira, argumentando haver indícios de parcialidade nas decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A palavra final sobre este processo específico reside no Ministério da Justiça da Itália, sob o comando de Carlo Nordio, com integrantes do governo brasileiro admitindo, nos bastidores, a alta probabilidade de um veto definitivo à repatriação neste tópico.

Estratégia jurídica para evitar o veto político

Para contornar o impasse, a equipe jurídica do governo federal busca uma nova estratégia focada na caracterização do crime como uma infração comum. A intenção é dissociar o episódio da perseguição armada de qualquer debate ideológico, tratando-o estritamente como um delito de trânsito urbano.

Ao classificar o caso dessa forma, os técnicos do Ministério da Justiça esperam evitar que a defesa utilize o argumento de perseguição política ou parcialidade do STF. O objetivo final é convencer as autoridades italianas a autorizarem o retorno da ex-deputada para o cumprimento da pena no sistema prisional do Distrito Federal, evitando que o processo seja travado por questões de natureza política.

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