terça-feira , 2 junho 2026
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Laudo pericial descartou possibilidade de acidente doméstico no caso Henry Borel I Foto: Reprodução/ Youtube

Justiça do Rio reinicia julgamento de Jairinho e Monique no caso Henry Borel

O 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma nesta segunda-feira, 25, o julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021. O caso, que ganhou grande repercussão nacional, volta a ser analisado por júri popular na capital fluminense, marcando um novo capítulo em um dos processos mais acompanhados pela Justiça brasileira nos últimos anos.

A retomada do julgamento é aguardada com expectativa, não apenas pelas famílias envolvidas, mas por toda a sociedade, que acompanha de perto os desdobramentos deste trágico episódio. A complexidade das acusações e a comoção gerada pela morte da criança colocam o caso em evidência, reforçando a importância da busca por justiça.

Acusações e o Início do Processo Judicial

Os réus, Dr. Jairinho e Monique Medeiros, respondem por uma série de crimes graves, incluindo homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. As acusações formalizadas pelo Ministério Público apontam que a morte de Henry Borel foi resultado de agressões.

De acordo com a denúncia, as violências teriam ocorrido dentro do apartamento onde a criança vivia com a mãe e o então padrasto, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A gravidade das imputações reflete a brutalidade dos fatos investigados e a complexidade das provas apresentadas.

A Versão Inicial e a Prova Pericial

A morte de Henry Borel ocorreu na madrugada de 8 de março de 2021. Na ocasião, Monique Medeiros e Jairinho alegaram que o menino havia sofrido um acidente doméstico, caindo da cama enquanto dormia. A criança foi levada desacordada a um hospital, onde os médicos constataram que ela já chegou sem vida.

Contudo, essa versão foi categoricamente descartada pelo laudo do Instituto Médico-Legal. A perícia identificou 23 lesões no corpo da criança, evidenciando que a morte não poderia ter sido causada por uma simples queda. A necropsia apontou hemorragia interna e laceração hepática, provocadas por ação contundente, como as causas determinantes da morte de Henry.

Repercussão e o Clamor por Justiça

O caso Henry Borel mobilizou a opinião pública e gerou um intenso debate sobre a proteção de crianças e adolescentes contra a violência. A cada etapa do processo, a atenção se volta para os tribunais, com a sociedade clamando por uma resposta efetiva da Justiça.

O pai do menino, Leniel Borel de Almeida, expressou a dimensão do julgamento, declarando: “Não é só o nome do Henry que estará em julgamento. É o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças.” Sua fala ressalta a importância simbólica do caso, que transcende os réus e a vítima, tornando-se um marco na luta contra a violência infantil.

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