terça-feira , 2 junho 2026
Romeu Zema (Novo), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. O ex-ministro Joaqui
Romeu Zema (Novo), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. O ex-ministro Joaqui

Pesquisa presidencial aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em segundo turno

Um novo levantamento divulgado pelo instituto Nexus em parceria com o Banco BTG Pactual revelou um cenário eleitoral acirrado para a próxima disputa presidencial. Os dados indicam um empate técnico entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual segunda rodada de votação. A pesquisa, que oferece um panorama detalhado das intenções de voto, sublinha a dinâmica competitiva da política nacional.

presidencial: cenário e impactos

A proximidade nos resultados do segundo turno, onde a diferença entre os candidatos se encontra dentro da margem de erro, sugere uma eleição com desfecho incerto. Este tipo de cenário é comum em pleitos polarizados, onde a mobilização de eleitores e os debates finais podem ser decisivos para o resultado.

Análise do cenário de segundo turno

No confronto direto para o segundo turno, a pesquisa aponta que o presidente Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro alcança 43%. A diferença de quatro pontos percentuais entre os dois candidatos os posiciona no limite da margem de erro do estudo, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Este resultado configura um empate técnico, indicando que ambos os candidatos têm chances estatisticamente equivalentes de vitória dentro dessa simulação.

A sondagem ouviu 2.045 eleitores em todo o país, entre os dias 22 e 24 de maio de 2026. Com um nível de confiança de 95%, a pesquisa foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04193/2026, garantindo sua conformidade com as normas eleitorais.

Cenários testados para o primeiro turno

O levantamento também explorou as intenções de voto para a primeira fase do pleito, apresentando duas simulações distintas. Na primeira lista de candidatos, o atual mandatário mantém a liderança com 40% das respostas, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%. Outros nomes relevantes incluem o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) com 5%, Romeu Zema (Novo) com 4%, e Renan Santos (Missão) com 3%. O ex-ministro Joaquim Barbosa (DC) pontua 2%, e Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada.

Em uma segunda simulação para o primeiro turno, que exclui as candidaturas de Cury e Daciolo, o presidente Lula apresenta uma leve oscilação para 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro mantém seus 35% do cenário anterior. Caiado e Zema permanecem com 5% e 4%, respectivamente, enquanto Renan Santos sobe para 4% e Joaquim Barbosa alcança 3% das menções dos eleitores.

Vantagem sobre outros nomes da oposição

Além do confronto com Flávio Bolsonaro, a pesquisa simulou outras rodadas de segundo turno envolvendo o atual ocupante do Palácio do Planalto contra diferentes nomes da oposição. Nesses cenários, o presidente Lula amplia sua vantagem sobre os demais concorrentes de direita e centro.

No teste contra Ronaldo Caiado, o chefe do Executivo atinge 46% das intenções de voto, contra 40% do político do PSD. O resultado do presidente é ainda mais expressivo no confronto direto com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Nesta simulação, Lula alcança 49% das intenções de voto, enquanto Zema obtém 38%. Os votos brancos, nulos ou a opção por nenhum candidato somam 12% no duelo com Caiado e 11% no embate com o representante do partido Novo.

Desempenho na modalidade de consulta espontânea

A sondagem também incluiu uma modalidade de consulta espontânea, onde os eleitores são questionados sobre em quem votariam sem a apresentação de uma lista de candidatos. Neste formato, o presidente Lula é o mais citado, com 36% das menções. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 26%.

Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado empatam com 2% das respostas cada um. O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 1% das menções espontâneas, mas é importante ressaltar que ele permanece inelegível até o ano de 2030, devido a uma condenação imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral por suposto abuso de poder político. Um grupo significativo de eleitores, correspondendo a 26%, declarou não saber em quem votar ou preferiu não responder ao questionário nesta etapa da pesquisa.

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