terça-feira , 9 junho 2026
Foto: Brunno Dantas/TJRJ
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade | Foto Reprodução/Redes sociais

Juíza que atuou no caso Henry Borel presidirá julgamento de homicídio de grávida

A juíza Elizabeth Machado Louro, titular do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, foi designada para presidir o julgamento dos policiais Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano. Os agentes são acusados pelo homicídio de Kathlen Romeu, jovem de 24 anos que estava grávida de 13 semanas no momento de sua morte, ocorrida em junho de 2021.

justiça: cenário e impactos

A magistrada ganhou notoriedade nacional ao conduzir o processo referente ao assassinato do menino Henry Borel. Naquela ocasião, Elizabeth Machado Louro proferiu uma decisão que gerou intensos debates jurídicos e sociais ao conceder o perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança, após desclassificar a acusação contra ela de homicídio doloso para culposo.

Contexto da atuação judicial em casos de grande repercussão

No julgamento do caso Henry Borel, a magistrada condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Doutor Jairinho, a uma pena de 43 anos, nove meses e 20 dias de reclusão. A sentença foi fundamentada no homicídio qualificado da criança, que era enteada do político e filho de Leniel Borel de Almeida Junior.

A postura da juíza durante o rito processual foi alvo de críticas por parte da acusação. Segundo Cristiano Medina da Rocha, advogado assistente, a magistrada teria determinado a realização de uma nova votação pelos jurados após uma suposta identidade nos votos aplicados a Monique Medeiros e Doutor Jairinho. O episódio levantou questionamentos sobre a condução dos trabalhos no tribunal.

Justificativas e polêmicas sobre o perdão judicial

Ao explicar a concessão do perdão a Monique Medeiros, Elizabeth Machado Louro argumentou que a ré já havia sofrido punição suficiente com a perda do filho. A juíza também mencionou o impacto do que classificou como “massacre das redes”, atribuindo parte da pressão pública a uma cultura que impõe expectativas irreais sobre a figura materna.

Essa interpretação, contudo, não foi consenso entre especialistas e a opinião pública, que discutiram os limites da discricionariedade judicial em crimes de alta complexidade. A decisão permanece como um dos pontos mais controversos da carreira recente da magistrada, que agora assume o desafio de conduzir o caso de Kathlen Romeu sob os olhares atentos da sociedade e da imprensa.

Expectativas para o julgamento de Kathlen Romeu

O caso que envolve a morte de Kathlen Romeu é acompanhado de perto por movimentos de direitos humanos e familiares da vítima. A expectativa é que o tribunal analise a responsabilidade dos policiais envolvidos na ação que resultou na morte da jovem grávida. Mais informações sobre o andamento do processo podem ser acompanhadas pelo portal oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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