sábado , 13 junho 2026
Foto: Reprodução
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Monique Medeiros reavalia caso Henry Borel e aponta Jairinho como autor da morte do filho

Em um depoimento aguardado no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, Monique Medeiros, ré no caso da morte de Henry Borel, fez uma declaração que marcou uma mudança significativa em sua narrativa. Nesta terça-feira, ela afirmou aos jurados que passou a acreditar que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi o responsável pela morte de seu filho.

A mãe de Henry, que inicialmente sustentava a tese de acidente doméstico, revelou que sua percepção sobre os fatos evoluiu ao longo do tempo. Segundo ela, novas informações que foram incorporadas à investigação a levaram a reavaliar os acontecimentos que culminaram na trágica perda do menino.

Monique Medeiros muda versão e aponta Jairinho pela morte de Henry

Durante seu interrogatório, Monique Medeiros detalhou a evolução de sua compreensão sobre a morte de Henry. Ela explicou que, no período imediato ao falecimento da criança, sua convicção era de que o ocorrido se tratava de um acidente doméstico, uma versão que foi inicialmente apresentada às autoridades.

Contudo, a ré afirmou que, com o avanço das apurações e a análise de novos elementos probatórios, sua visão se alterou. A mudança de percepção, segundo Monique, consolidou-se anos após o evento, levando-a à conclusão de que Jairinho teria sido o autor do crime. É importante ressaltar que um laudo pericial já havia descartado a possibilidade de acidente doméstico no caso.

Relatos de dopagem e controle no relacionamento

Em outro ponto crucial de seu depoimento, Monique Medeiros levantou sérias acusações contra Jairinho, seu então companheiro. Ela expressou a crença de que teria sido dopada pelo ex-vereador em diversas ocasiões durante o relacionamento.

Monique relatou que Jairinho frequentemente lhe oferecia comprimidos à noite. Em um episódio específico, ela afirmou ter presenciado o então companheiro triturar um medicamento e adicioná-lo à sua taça de vinho. A ré declarou que acredita que essas ações tinham o objetivo de permitir que Jairinho mantivesse relacionamentos paralelos sem que ela tomasse conhecimento.

Episódios de agressão contra o filho e mudanças de comportamento

A mãe de Henry também descreveu ao júri uma série de episódios que, segundo ela, teriam ocorrido antes da morte do filho e que atribuía a Jairinho. Ela mencionou que, em novembro de 2020, Henry teria relatado ter recebido uma “banda” e uma “moca” do então padrasto, indicando agressões físicas.

Monique observou que, com o passar do tempo, o comportamento de Henry sofreu alterações perceptíveis. O menino teria se tornado mais triste e demonstrava um evidente medo na presença de Jairinho. Apesar dessas observações, a ré sustentou que, à época, não possuía informações suficientes para concluir que seu filho estava sendo vítima de agressões.

Negação de pedido à babá e agressões pessoais

Ainda em seu interrogatório, Monique Medeiros abordou outras acusações que pesam contra ela. Ela negou veementemente ter solicitado à babá Thayná Ferreira que apagasse mensagens de texto relacionadas ao caso, classificando a acusação como falsa.

Além disso, Monique relatou episódios de ciúmes e agressão física que teria sofrido de Jairinho. Ela descreveu um incidente em novembro de 2020, quando acordou sendo enforcada pelo então companheiro na casa de seus pais, localizada em Bangu, após uma crise de ciúmes. Por determinação judicial, o ex-vereador Jairinho será interrogado somente após a conclusão do depoimento de Monique Medeiros.

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