O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou nesta terça-feira, 2, apoio à privatização dos Correios. Durante entrevista concedida à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (MG), o parlamentar classificou a ineficiência da estatal como um consenso e defendeu a necessidade de uma agenda ampla de desestatização no país.
Segundo o parlamentar, a manutenção da empresa sob controle da União tem gerado prejuízos sucessivos aos cofres públicos. O pré-candidato argumentou que a tendência é de agravamento do rombo financeiro caso o modelo de gestão atual seja mantido, sinalizando que a venda da companhia deve ser o ponto de partida para outras medidas similares.
Privatização como pilar de eficiência econômica
Para Flávio Bolsonaro, a falta de capacidade de investimento da estatal é um dos principais entraves para o desenvolvimento do setor postal. O senador enfatizou que a privatização não deve se limitar apenas aos Correios, mas abranger outras empresas controladas pelo governo federal que apresentam desempenho ineficiente.
O parlamentar fluminense utilizou o espaço para detalhar suas diretrizes econômicas, reforçando que a desestatização é uma estratégia central para otimizar a máquina pública. A proposta busca reduzir o impacto negativo dessas companhias no orçamento nacional, promovendo uma gestão mais voltada à produtividade e ao mercado.
Articulação internacional e barreiras comerciais
Além da agenda doméstica, o senador comentou sua recente movimentação diplomática em Washington. O parlamentar relatou ter conversado diretamente com o presidente Donald Trump na Casa Branca para tratar de barreiras comerciais que ameaçam o mercado nacional, solicitando que empresas brasileiras não sejam taxadas.
O parlamentar destacou a importância de valorizar a tecnologia e produtos nacionais, como o Pix e o etanol, em futuras negociações internacionais. A preocupação com tarifas norte-americanas intensificou-se após um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos questionar regras brasileiras e classificar o Pix como uma prática comercial desleal.
Contexto de tensões e medidas de segurança
A viagem do congressista aos Estados Unidos ocorreu em um cenário de atenção diplomática, poucos dias antes de a Casa Branca classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas internacionais. A imposição de novas tarifas segue sob análise técnica norte-americana.
Os técnicos dos Estados Unidos submeterão a proposta de sobretaxa de 25% a audiências públicas, com a primeira sessão agendada para 6 de julho. A decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá a Donald Trump, amparado pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que permite a regulação unilateral do comércio exterior em situações de emergência, conforme reportado pela Revista Oeste.
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