sábado , 13 junho 2026
Foto: Reprodução/X
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Movimentações suspeitas levam Itaú a encerrar contas de influenciadora investigada

O Itaú, um dos maiores bancos do Brasil, tomou a decisão de encerrar todas as contas bancárias da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, de seus familiares e de empresas a ela vinculadas. A medida foi implementada após análises internas identificarem uma série de “red flags” e um “ecossistema de movimentações suspeitas” nas operações financeiras.

Este encerramento bancário precede uma complexa investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro. As apurações indicam possíveis elos com uma facção criminosa, adicionando uma camada de gravidade ao caso.

Itaú Identifica Movimentações Suspeitas e Encerra Contas Bancárias

A decisão do Itaú de desativar as contas ocorreu em janeiro de 2024, resultado de uma profunda análise interna. O banco classificou as operações como incompatíveis com os padrões esperados, levando ao encerramento unilateral dos vínculos bancários, com validade até janeiro de 2026.

Entre os incidentes que chamaram a atenção do banco, destaca-se uma tentativa de saque de R$ 1 milhão em espécie, realizada pela irmã da influenciadora, em novembro de 2023. Essa operação foi barrada pelo Itaú, que, a partir de então, ampliou o monitoramento sobre todas as contas relacionadas à família e às empresas de Deolane.

Operação Vérnix: A Conexão com a Investigação de Lavagem de Dinheiro

A influenciadora foi detida em uma quinta-feira, dia 21, no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. Esta operação visa desmantelar um alegado esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, possui ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações tiveram seu ponto de partida na apreensão de bilhetes em uma penitenciária de Presidente Venceslau, em São Paulo. Os manuscritos faziam referência a uma “mulher da transportadora” que supostamente auxiliaria integrantes da facção criminosa, direcionando os investigadores para a empresa de logística utilizada como fachada para movimentar recursos ilícitos.

Padrões Financeiros e o Bloqueio de Ativos Milionários

Os relatórios policiais indicam que operações financeiras consideradas suspeitas eram recorrentes nas contas ligadas à influenciadora. Além da tentativa de saque milionário, os investigadores apontam que Deolane recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, com a maioria dos valores abaixo de R$ 10 mil.

Adicionalmente, cerca de 50 transferências para empresas associadas à influenciadora totalizaram aproximadamente R$ 716 mil. A polícia afirma não ter encontrado registros de prestação de serviços advocatícios que justificassem a movimentação desses montantes. Em resposta às descobertas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane e um total de R$ 357,5 milhões contra todos os investigados.

As Respostas do Banco e da Defesa Diante das Acusações

Diante da repercussão, o Itaú emitiu uma nota oficial, reiterando que não comenta casos específicos em respeito ao sigilo bancário. No entanto, o banco enfatizou que mantém “rígidos controles de prevenção à lavagem de dinheiro”, demonstrando seu compromisso com a conformidade e a segurança financeira.

A defesa da influenciadora, por sua vez, não se manifestou diretamente aos questionamentos da imprensa, mas divulgou uma nota em redes sociais. Nela, os advogados afirmam a “absoluta inocência” de sua cliente e classificam a prisão preventiva como “desproporcional”. A defesa assegura que continuará cooperando com a Justiça e sustenta que todas as atividades da influenciadora são lícitas. Para mais informações sobre investigações financeiras, consulte fontes confiáveis como o Poder360.

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