terça-feira , 2 junho 2026
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Senadores da oposição buscam travar PEC da escala 6×1 com proposta de flexibilização de Marinho

A oposição no Senado Federal iniciou uma articulação estratégica para impedir o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada semanal de trabalho e extinguir a escala 6×1. O texto, que recebeu o aval da Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 27, tornou-se o centro de um intenso debate legislativo sobre o futuro das relações trabalhistas no Brasil.

Estratégia da oposição e a proposta alternativa de Marinho

Parlamentares conservadores, liderados pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), concentram seus esforços na defesa de uma proposta alternativa. A estratégia do grupo é oferecer um contraponto à iniciativa governista, focando em um modelo que, segundo eles, promove maior flexibilização nas negociações entre empregados e empregadores.

A PEC defendida por Marinho propõe alterações no artigo 7º da Constituição Federal. O objetivo central é permitir que as partes envolvidas escolham o formato de jornada mais adequado à realidade profissional e familiar, mantendo, contudo, os limites constitucionais de carga horária e os pisos salariais vigentes.

Defesa da competitividade e críticas à tramitação

O líder da oposição no Senado manifestou preocupação com os possíveis impactos econômicos da proposta aprovada pelos deputados. Segundo Marinho, o Senado não deve atuar como uma instância meramente homologatória das decisões da Câmara, sendo necessário avaliar criteriosamente os efeitos sobre a geração de empregos e os custos operacionais das empresas.

O senador criticou a celeridade com que a matéria tramitou na Câmara. Para ele, uma mudança de tamanha magnitude exige uma análise profunda que considere as particularidades dos diferentes setores econômicos e a fragilidade das pequenas empresas brasileiras diante de novas obrigações trabalhistas.

Pressão governista e o papel do Senado

Em contrapartida, parlamentares alinhados ao Palácio do Planalto buscam uma tramitação acelerada da proposta no Senado. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), declarou que trabalhará pela aprovação rápida do texto caso a matéria seja encaminhada ao seu colegiado.

Apesar da pressão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), adotou uma postura de cautela, sinalizando que não pretende acelerar nem retardar o processo legislativo. Em um movimento relevante, Alcolumbre encaminhou a proposta alternativa da oposição para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deverá definir o relator e o cronograma de debates nos próximos dias.

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