Ajuste nos valores do combustível de aviação
A Petrobras oficializou nesta segunda-feira, 1º, uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV). O reajuste, que entrou em vigor neste mês, representa uma queda de R$ 0,93 por litro em comparação aos valores praticados anteriormente. A estatal, que comunica as alterações diretamente às distribuidoras, busca alinhar os custos internos às dinâmicas do mercado global.
Segundo a companhia, a decisão reflete uma atenuação nas cotações internacionais do insumo. O cenário de alta, observado anteriormente, foi impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impactaram diretamente a paridade de preços do petróleo. Apesar de o Brasil produzir internamente mais de 80% do volume consumido, o valor final segue as oscilações das commodities no exterior.
Contexto de volatilidade e custos operacionais
A definição dos preços do QAV ocorre mensalmente por meio de contratos negociados com as distribuidoras, um modelo distinto do aplicado à gasolina e ao diesel. Em 1º de abril, a Petrobras havia elevado o preço do combustível em 54,63%, com o repasse sendo realizado de forma parcelada para mitigar o impacto imediato no setor aéreo.
Após o reajuste de abril, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que o combustível passou a representar 45% dos custos operacionais das companhias, ante os 30% registrados anteriormente. Em nota, a estatal informou que, no acumulado desde dezembro de 2022, observa-se uma queda real de 5,8%, o que equivale a uma redução de R$ 0,34 por litro, descontada a inflação do período.
Prorrogação de benefícios tributários
Em paralelo ao movimento da Petrobras, o governo federal anunciou na sexta-feira, 29, a prorrogação da desoneração de tributos sobre o setor. A medida estende até 31 de julho a redução das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de querosene de aviação e biodiesel.
A decisão garante a continuidade do benefício que encerraria no dia 31 de maio. A iniciativa visa oferecer um alívio temporário aos custos logísticos e operacionais das empresas aéreas, que enfrentam desafios constantes devido à alta sensibilidade do setor às variações do preço do petróleo. Mais informações sobre o mercado de energia podem ser acompanhadas no portal da Agência Brasil.
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