terça-feira , 9 junho 2026
Foto: Divulgação/PF
Foto: Divulgação/PF

Operação Rota Fantasma investiga desvio de R$ 30 milhões em prefeituras do Ceará

Investigação apura fraudes em contratos municipais

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na terça-feira, 9 de junho de 2026, a Operação Rota Fantasma. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos federais que teriam sido destinados a diversas prefeituras localizadas no interior do Ceará.

As autoridades estimam que o montante desviado alcance a cifra de aproximadamente R$ 30 milhões. Segundo os investigadores, os valores foram repassados a empresas que não possuíam capacidade operacional compatível com os contratos firmados, em um período que compreende os anos de 2017 a 2023.

Mecanismo de fraude e movimentações financeiras

O início das apurações ocorreu após comunicações enviadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão identificou movimentações bancárias atípicas, que não condiziam com a estrutura econômica das empresas envolvidas no esquema. Os contratos sob suspeita envolvem principalmente a locação de veículos e a execução de obras públicas em administrações municipais.

A Polícia Federal aponta que há indícios concretos de que parte dos valores recebidos pelas empresas tenha sido transferida para pessoas ligadas à administração pública. A corporação trabalha para rastrear o caminho do dinheiro e confirmar o envolvimento de agentes públicos no esquema de corrupção.

Buscas e desdobramentos da ação policial

Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos nos municípios de Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema. Os agentes recolheram documentos, computadores, telefones celulares e outras mídias digitais que serão submetidos à perícia técnica.

O material apreendido é fundamental para subsidiar o prosseguimento das investigações. Os envolvidos poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas à operação, que segue sob sigilo para preservar o andamento dos trabalhos da Polícia Federal.

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