domingo , 21 junho 2026
Foto: Reprodução/Instagram
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Cúpula do PT na Bahia sustenta blindagem de Jerônimo Rodrigues após operação da Polícia Federal

A recente ofensiva da Polícia Federal, que colocou o senador Jaques Wagner no centro de uma investigação sobre supostas propinas ligadas ao Banco Master, gerou uma reação calculada dentro do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Apesar da gravidade das apurações, a cúpula da legenda mantém a convicção de que o governador Jerônimo Rodrigues permanece politicamente isolado de qualquer impacto negativo decorrente do caso.

política: cenário e impactos

Interlocutores do partido argumentam que o atual chefe do Executivo baiano adotou uma postura de distanciamento estratégico desde o início de sua gestão. A narrativa construída pelo PT local busca separar a administração estadual vigente das polêmicas que envolvem figuras históricas do grupo, como o ex-ministro Rui Costa e o próprio Jaques Wagner, visando preservar o capital político para o pleito de 2026.

Estratégia de isolamento e distanciamento político

A leitura predominante entre os dirigentes petistas é que a Operação Compliance Zero foca em fatos anteriores ao mandato de Jerônimo Rodrigues. A estratégia consiste em reforçar que o governador não possui vínculos com os interesses investigados, tratando os desdobramentos como questões restritas aos alvos da operação.

Para sustentar essa tese, aliados do governo destacam que o governador interrompeu precocemente qualquer ligação com pessoas ou interesses associados ao Banco Master assim que assumiu o cargo em janeiro de 2023. Esse movimento é visto como uma medida preventiva essencial para garantir a estabilidade da gestão e a viabilidade de sua futura candidatura à reeleição.

Impacto no primeiro escalão do governo

A situação ganha contornos mais complexos devido ao envolvimento de um membro do primeiro escalão estadual. O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins, que é enteado de Jaques Wagner, está sob investigação por suspeita de intermediar pagamentos ilícitos.

Segundo a Polícia Federal, os valores teriam sido operacionalizados por meio da BN Financeira, empresa vinculada à esposa do secretário, Bonnie Bonilha. Mesmo com a proximidade familiar e administrativa, o núcleo duro do PT na Bahia insiste que o episódio não possui força suficiente para comprometer a imagem ou a governabilidade de Jerônimo Rodrigues.

Investigações sobre o senador Jaques Wagner

O cenário nacional também pressiona a estrutura petista na Bahia, visto que Jaques Wagner atua como líder do governo Lula no Senado. As apurações indicam que o parlamentar teria atuado para favorecer interesses do Banco Master no Congresso Nacional, mantendo conexões com figuras centrais da instituição financeira, como Augusto Lima.

Apesar da conexão direta entre os fatos, o PT baiano aposta na tese de que a blindagem do governador será mantida. A continuidade das investigações, detalhadas em reportagens como a da Revista Oeste, permanece sendo monitorada de perto pela oposição, enquanto o governo estadual tenta manter a agenda administrativa focada em 2026.

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