domingo , 14 junho 2026
Foto: Reprodução/X/@MyLordBebo
Foto: Reprodução/X/@MyLordBebo

Prefeitura de Limeira processa União após morte em salto de bungee jumping

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jumping em Limeira, interior de São Paulo, desencadeou uma ofensiva jurídica da administração municipal contra o governo federal. O acidente, ocorrido no sábado, 13 de junho de 2026, colocou em evidência a precariedade da segurança na chamada Ponte do Esqueleto, local recorrente de incidentes graves.

Responsabilidade e omissão na gestão da estrutura

A Prefeitura de Limeira declarou formalmente que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte é exclusiva da União. Diante da tragédia, o Executivo municipal anunciou que ingressará com uma ação judicial contra o governo federal, alegando omissão na gestão da área, que se encontra desativada há mais de três décadas.

Segundo a administração local, ofícios solicitando medidas de segurança foram enviados aos órgãos federais competentes desde o início de 2025. O prefeito Murilo Félix reforçou que os riscos associados à estrutura são de conhecimento público e das autoridades há anos, sem que ações efetivas de interdição ou proteção tenham sido implementadas pelo governo central.

Histórico de acidentes e riscos recorrentes

A Ponte do Esqueleto tornou-se um ponto crítico para a segurança pública na região. Em abril de 2024, uma ciclista perdeu a vida ao cair da mesma estrutura. Já em agosto de 2025, outras duas mulheres sofreram ferimentos graves em um acidente distinto no mesmo local, consolidando um histórico de perigo que culminou na fatalidade recente.

Investigação policial e falha operacional

A Polícia Militar de São Paulo efetuou a prisão de seis pessoas envolvidas na organização do salto que resultou na morte da jovem. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a vítima é lançada de uma altura de 40 metros sem que a corda estivesse devidamente ancorada ao seu corpo, caracterizando uma falha técnica fatal.

Os instrutores presentes no local utilizavam uniformes identificados com as empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até o momento, as companhias não se manifestaram sobre o ocorrido. O caso segue sob investigação das autoridades competentes para apurar a negligência e as responsabilidades criminais dos envolvidos na operação de risco.

Para mais informações sobre o desdobramento deste caso, acompanhe a cobertura completa em Revista Oeste.

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