quinta-feira , 18 junho 2026
Foto: Reprodução/Unica
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Agronegócio paulista mantém superávit bilionário com alta produtividade

Agronegócio paulista mantém superávit bilionário com alta produtividade

O agronegócio de São Paulo consolidou um desempenho robusto nos cinco primeiros meses de 2026, registrando um saldo positivo de US$ 8,4 bilhões na balança comercial. O resultado foi impulsionado por um volume expressivo de exportações, que totalizaram US$ 10,9 bilhões, enquanto as importações do setor somaram US$ 2,5 bilhões no mesmo período.

Esses números reafirmam a importância estratégica do campo para a economia estadual. Entre janeiro e maio, o agronegócio foi responsável por 38,5% de todas as exportações paulistas, demonstrando resiliência mesmo diante de um cenário internacional desafiador para as commodities agrícolas.

Produtividade como motor do comércio exterior

Segundo o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, o sucesso do setor não depende apenas das oscilações favoráveis do mercado global. O desempenho reflete, primordialmente, ganhos de produtividade e eficiência operacional dentro das propriedades rurais paulistas.

Embora as cotações internacionais de importantes commodities tenham registrado queda, o setor conseguiu ampliar o volume exportado em 5,2%. Esse diferencial competitivo permitiu que o estado mantivesse o superávit acima da marca de US$ 8 bilhões, compensando a desvalorização de produtos como o açúcar e o suco de laranja no mercado externo.

Liderança dos setores sucroalcooleiro e de carnes

A pauta exportadora paulista é diversificada, mas concentrada em setores de alta relevância. O complexo sucroalcooleiro liderou as vendas, gerando US$ 2,3 bilhões, o que representa 21,3% do total exportado. Na sequência, destacam-se o setor de carnes, com US$ 1,8 bilhão, e o complexo soja, com US$ 1,55 bilhão.

Outros segmentos também tiveram participação expressiva no balanço comercial:

  • Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão
  • Sucos: US$ 813 milhões
  • Café: US$ 689 milhões

Destinos globais e perspectivas futuras

A China permanece como o principal destino das exportações paulistas, concentrando 27,8% das compras, com foco em soja, carnes e fibras têxteis. A União Europeia ocupa a segunda posição, com 14,7%, seguida pelos Estados Unidos, que representam 10,2% das aquisições do agronegócio do estado.

Para o restante do ano, especialistas da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios apontam que fatores geopolíticos e custos logísticos continuarão a ditar o ritmo das trocas comerciais. Existe, contudo, uma expectativa positiva para o açúcar brasileiro, especialmente diante da possível restrição das exportações da Índia, o que pode abrir novas janelas de oportunidade no mercado internacional.

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