Histórico de fiscalização das aeronaves envolvidas
A colisão entre dois helicópteros que resultou na morte de seis pessoas no último domingo, 14, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, trouxe à tona um histórico de monitoramento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ambas as aeronaves envolvidas no acidente já haviam sido alvo de investigações prévias por parte do órgão regulador.
O helicóptero de prefixo PP-MAC foi objeto de um auto de infração em 2025. A medida foi tomada durante a apuração de uma denúncia que apontava a possível realização de táxi aéreo clandestino no Aeroporto de Jacarepaguá. Além do transporte irregular de passageiros, os registros da agência mencionavam suspeitas de inconsistências na manutenção e no controle das horas de voo.
Desdobramentos da investigação e falta de cooperação
Durante o processo investigativo, a Anac solicitou formalmente a apresentação de documentos e informações à empresa responsável pela operação da aeronave PP-MAC. Contudo, a companhia não atendeu às solicitações dentro do prazo legal estipulado pela fiscalização, o que motivou a aplicação de uma penalidade por recusa de apresentação de documentos.
Ao encerrar o procedimento administrativo, a agência recomendou a inclusão da aeronave e do próprio Aeroporto de Jacarepaguá em futuras ações de fiscalização presencial. Apesar das pendências administrativas, a agência confirmou que, no momento do acidente, ambos os helicópteros possuíam certificados de aeronavegabilidade ativos e regulares.
Monitoramento do segundo helicóptero
O segundo veículo envolvido no acidente, um Eurocopter AS350 B2, também figurava nos relatórios de monitoramento da Anac. A aeronave foi acompanhada por suspeita de transporte aéreo irregular, uma recomendação que surgiu durante a Operação Voe Seguro, realizada em fevereiro deste ano no Heliporto da Lagoa.
Segundo a agência, a movimentação atípica observada no local durante a operação levou os fiscais a sugerirem um acompanhamento rigoroso da aeronave. O acidente ocorreu enquanto o Bell 206B Jet Ranger transportava o piloto e quatro passageiros, enquanto o Airbus H125 contava apenas com o piloto a bordo. Investigadores da aviação civil já iniciaram a perícia técnica para determinar as causas precisas da colisão, conforme informações disponíveis em www.gov.br/anac/pt-br.
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