O mercado financeiro revisou para cima as expectativas para os principais indicadores econômicos do país. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 15, analistas elevaram as estimativas para a inflação oficial e para os juros básicos da economia ao final deste ano.
Pressão inflacionária e ajuste nas expectativas
As tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam impactando as cadeias globais de suprimentos. O encarecimento de combustíveis e alimentos pressionou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), levando o mercado a elevar a projeção da inflação pela décima quarta semana consecutiva.
Segundo o relatório, a estimativa para o IPCA em 2026 subiu de 5,11% para 5,3%. O índice supera o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que varia entre 1,5% e 4,5%. Dados do IBGE indicam que o IPCA acumulado em 12 meses já atinge 4,72%.
Projeções para a taxa básica de juros
Como reflexo da inflação resistente, os analistas ajustaram a previsão da Taxa Selic para o fim do ano, elevando-a de 13,5% para 13,75% ao ano. O movimento ocorre em um momento de expectativa sobre as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).
A previsão majoritária do setor privado é que o colegiado interrompa o ciclo de cortes, mantendo os juros em 14,5% ao ano. Para os anos seguintes, o mercado projeta uma trajetória de queda gradual, com a Selic estimada em 12% para 2027, 10,25% para 2028 e 10% para 2029.
Desempenho do PIB e cenário cambial
Em contrapartida, houve uma leve melhora na percepção sobre o ritmo da atividade econômica nacional. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano passou de 1,91% para 1,96%. A revisão acompanha o desempenho do primeiro trimestre, período em que a economia expandiu 1,1% frente aos meses anteriores.
Para 2027, os analistas mantiveram o cenário de alta de 1,7% no PIB, com avanço projetado de 2% para os anos de 2028 e 2029. No mercado de câmbio, as projeções para o encerramento do ano apontam para o dólar cotado a R$ 5,20, enquanto para o fechamento de 2027, as instituições financeiras estimam a moeda norte-americana em R$ 5,25. Mais detalhes podem ser acompanhados diretamente no portal oficial do Banco Central.
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