O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de cinco dias para que seja emitido o atestado de pena atualizado referente ao ex-deputado Daniel Silveira. A decisão, proferida na sexta-feira 5, atende a uma solicitação formal apresentada pela defesa do ex-parlamentar, representada pelo advogado Michael Robert.
Com a determinação, cabe agora ao juiz de primeira instância, responsável por auxiliar o STF na condução da execução penal, elaborar o documento técnico e encaminhá-lo para análise do ministro. O procedimento é uma etapa processual necessária para o acompanhamento do cumprimento da sanção imposta ao ex-deputado.
Contexto da condenação e cumprimento da pena
Daniel Silveira cumpre atualmente uma pena fixada em oito anos e nove meses de reclusão. A condenação decorre de processos judiciais nos quais foi sentenciado por crimes de coação no curso do processo e pela tentativa de impedir, mediante grave ameaça, o livre exercício dos poderes constituídos da União.
Manifestação da PGR sobre a execução penal
Recentemente, o debate sobre as condições de cumprimento da pena ganhou novos contornos com a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão posicionou-se favoravelmente à flexibilização das condições impostas ao ex-deputado, sugerindo ajustes na rotina de custódia.
O vice-procurador-geral, Hindenburgo Filho, argumentou que seria viável permitir que Silveira residisse e exercesse atividades profissionais na cidade do Rio de Janeiro durante os dias úteis. Pela proposta, o retorno para a cidade de Petrópolis, na região serrana, ocorreria apenas aos fins de semana.
Análise sobre a viabilidade da flexibilização
Segundo a avaliação apresentada pela PGR, a alteração no regime de cumprimento não traria prejuízos à fiscalização da pena. O órgão sustenta que a medida é compatível com os objetivos da execução penal e permitiria ao apenado o exercício de uma atividade profissional considerada lícita e economicamente mais vantajosa.
Lado Direito