quinta-feira , 18 junho 2026
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Crise no Partido Novo: decisão sobre Zema gera movimento por destituição de presidente em Santa Catarina

Uma profunda crise política se instalou no diretório do Partido Novo em Santa Catarina, desencadeada pela decisão do presidente estadual, Kahlil Zattar, de revogar o convite feito ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para participar de um evento partidário. O episódio, que rapidamente ganhou repercussão interna, provocou um forte desconforto entre membros da legenda, culminando na organização de uma petição que pede a abertura de um processo contra Zattar e, potencialmente, uma intervenção na gestão catarinense do partido.

A controvérsia não se limita apenas à presença de Zema no evento, agendado para 4 de julho. Ela expôs tensões preexistentes e levantou questões sobre a condução do diretório estadual, transformando o debate sobre a participação de uma figura proeminente em uma discussão sobre a liderança interna do Novo em Santa Catarina. A situação é vista por muitos como um ataque direto a uma das principais lideranças da legenda, com implicações para as próximas eleições.

O estopim da crise: desconvite a Romeu Zema

A reação em cadeia começou horas após a confirmação de que Romeu Zema não participaria do evento em Santa Catarina. A decisão unilateral de Kahlil Zattar de retirar o convite a Zema, uma figura de destaque e potencial candidato nas eleições de 2026, gerou um imediato mal-estar. Integrantes do partido, incluindo pré-candidatos, dirigentes e filiados de diversos estados, manifestaram sua insatisfação.

A irritação foi intensificada pela percepção de que a medida foi tomada sem consulta prévia aos pré-candidatos e à estrutura partidária. Essa falta de diálogo prévio é um ponto crucial para a mobilização interna, que agora busca reverter a situação e responsabilizar o presidente estadual pela decisão.

Repercussões internas e pressão nacional

O desconvite a Zema rapidamente escalou para além de uma questão local, atraindo a atenção da direção nacional do Partido Novo. Relatos indicam que líderes de diferentes estados começaram a pressionar a cúpula da legenda, considerando o gesto de Zattar um ataque direto à principal liderança do Novo para o pleito de 2026. A mobilização interna em Santa Catarina, com a coleta de assinaturas para uma petição, reflete a gravidade da situação.

A iniciativa visa não apenas a abertura de um processo contra o presidente estadual, mas também a possibilidade de uma intervenção na gestão do diretório catarinense. Esse movimento demonstra a insatisfação generalizada com a forma como o diretório tem sido conduzido, transformando um incidente específico em um catalisador para uma reavaliação mais ampla da liderança local.

Antecedentes do conflito e a posição de Zema

A crise atual tem raízes em um descontentamento que, segundo integrantes do partido, já existia há meses em relação à gestão do diretório catarinense. O desconvite a Zema apenas trouxe à tona publicamente essas tensões internas. O pano de fundo para a decisão de Zattar foi a crítica de Zema ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Zema havia questionado o pedido de Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro por uma verba para o patrocínio do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A reação de Kahlil Zattar a essas críticas, ao desconvidar Zema, acabou por desviar o foco do debate político externo para uma acirrada disputa interna dentro do próprio Partido Novo.

O futuro da liderança em Santa Catarina

Atualmente, o centro da discussão dentro do Partido Novo não é mais a presença de Romeu Zema em um evento específico, mas sim a permanência de Kahlil Zattar no cargo de presidente do diretório em Santa Catarina. A ofensiva contra Zattar ganhou força considerável, com muitos dirigentes da legenda questionando sua capacidade de liderança e a forma como as decisões são tomadas.

A possibilidade de um processo interno e de uma intervenção na gestão catarinense indica que o partido está em um momento decisivo. O desfecho dessa crise poderá redefinir as dinâmicas de poder dentro do Novo em Santa Catarina e ter impactos significativos na estratégia da legenda para as próximas eleições, especialmente considerando o papel de Zema como uma figura central no cenário político nacional.

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