terça-feira , 9 junho 2026
Divulgação/Prefeitura de Sena Madureira" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://media
Divulgação/Prefeitura de Sena Madureira" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://media

Ponte de R$ 35 milhões desaba no Acre um dia após ser interditada

Uma estrutura de grande porte, inaugurada há aproximadamente dois anos e meio, colapsou na noite desta sexta-feira, 5, na cidade de Sena Madureira, no interior do Acre. O incidente atingiu a Ponte Frei Paolino Baldassari, uma obra erguida sobre o Rio Iaco com um investimento superior a R$ 35 milhões, que servia como um dos principais eixos de conexão entre o centro do município e o segundo distrito.

ponte: cenário e impactos

O desabamento foi registrado por câmeras de segurança, que capturaram o momento exato em que parte da estrutura cedeu. Nas imagens, é possível observar quatro pessoas atravessando o local no momento da queda, apesar de a ponte ter sido oficialmente interditada pelas autoridades no dia anterior. As vítimas foram arremessadas junto com os escombros.

Resgate e estado de saúde das vítimas

A operação de socorro mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil. Devido à gravidade dos ferimentos, três dos quatro envolvidos precisaram ser transferidos para unidades hospitalares em Rio Branco.

Entre os feridos está o juiz aposentado Edinaldo Muniz, de 54 anos, que realizava uma transmissão ao vivo no momento do acidente. Segundo boletins da Secretaria de Saúde do Acre, o magistrado sofreu traumatismo craniano, trauma abdominal e lesões renais, sendo seu quadro clínico classificado como grave. Outras vítimas, como Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, encontram-se em estado gravíssimo, enquanto Edinei Muniz, de 51 anos, sofreu fraturas, e Weverton Murieta, de 34 anos, apresentou ferimentos leves.

Contexto de interdição e falhas estruturais

O colapso ocorreu menos de 24 horas após a interdição oficial da travessia. Na quinta-feira, 4, órgãos estaduais bloquearam o tráfego de veículos e pedestres devido ao risco iminente de falha estrutural, identificado nas margens do Rio Iaco. Mesmo com o bloqueio, a circulação de pessoas no local persistiu até o momento do desastre.

Sinais de desgaste na obra já haviam sido apontados anteriormente. O vereador Maycon Moreira chegou a divulgar registros visuais que denunciavam a existência de rachaduras e frestas significativas entre os blocos de concreto da estrutura. A construção, que possui 232 metros de extensão, duas pistas para veículos e passarelas para pedestres, levou quase dois anos para ser finalizada.

Avaliação técnica da estrutura

De acordo com estimativas preliminares do Corpo de Bombeiros, cerca de 60% da ponte cedeu. O caso levanta questionamentos sobre a qualidade dos materiais e o projeto de engenharia executado na obra, que foi entregue recentemente à população. As autoridades locais devem iniciar uma investigação para apurar as causas técnicas que levaram ao comprometimento da estrutura sobre o Rio Iaco. Para mais informações sobre o acompanhamento de obras públicas, consulte o portal Controladoria-Geral da União.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *