sábado , 13 junho 2026
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Foto: Rosinei Coutinho/STF

STF contesta decisão italiana sobre imparcialidade no caso Carla Zambelli

O Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou-se oficialmente nesta sexta-feira, 12, para refutar as alegações da Justiça italiana acerca da imparcialidade no julgamento da ex-deputada federal Carla Zambelli. A Corte brasileira defendeu a integridade dos procedimentos adotados e reforçou a legitimidade da ação penal que resultou na condenação da parlamentar.

A nota, assinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, sublinha que o processo seguiu rigorosamente os ditames da Constituição Federal. Segundo o magistrado, a condução do caso respeitou o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, cumprindo integralmente os compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro.

Defesa da soberania e independência judicial

O tribunal enfatizou que a preservação da jurisdição brasileira é um dever constitucional inegociável. Para a Corte, a autoridade das decisões judiciais e a independência do Poder Judiciário são pilares que não podem ser fragilizados por questionamentos externos sobre o mérito das sentenças proferidas internamente.

O STF recordou que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusou a ex-deputada de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, foi recebida por unanimidade pela 1ª Turma. O colegiado também referendou as decisões do ministro Alexandre de Moraes e rejeitou, em diversas instâncias, as alegações da defesa sobre uma suposta suspeição do relator.

O embate jurídico com a Corte de Apelação da Itália

A reação do STF ocorre após a Corte de Apelação da Itália acolher argumentos da defesa de Carla Zambelli. Os magistrados italianos levantaram dúvidas sobre a neutralidade do julgamento brasileiro, argumentando que o ministro Alexandre de Moraes exercia funções conflitantes ao atuar como relator da ação e, simultaneamente, figurar como vítima em um dos crimes atribuídos à ré.

Com base nessa interpretação, a justiça italiana manteve a ex-deputada em liberdade enquanto o pedido de extradição segue em análise. A palavra final sobre a entrega da ex-parlamentar às autoridades brasileiras caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, conforme os protocolos de cooperação jurídica internacional.

Preocupação com a cooperação internacional

O presidente do STF, Edson Fachin, expressou preocupação com o impacto dessa decisão na cooperação jurídica entre Brasil e Itália. O tribunal mantém a posição de que a extradição é um desdobramento necessário da sentença condenatória, reafirmando que o sistema judiciário brasileiro agiu dentro da legalidade.

Para mais detalhes sobre o andamento dos processos, consulte o portal oficial do Supremo Tribunal Federal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *