Dois homens foram presos nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, no estado do Ceará, após confessarem participação no atentado contra o vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A captura da dupla ocorreu na rodovia CE-040, no município de Beberibe, durante uma operação coordenada entre as forças de segurança potiguares e cearenses.
Ação policial e interceptação na rodovia
A prisão foi possível graças a uma denúncia recebida pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que monitorou a rota dos suspeitos. Eles viajavam em um táxi que havia partido de Mossoró com destino ao Ceará. Ao receberem o alerta, os agentes da Polícia Militar do Ceará montaram um cerco na rodovia, conseguindo interceptar o veículo e deter os ocupantes sem oferecer resistência.
Confissão e envolvimento em homicídio
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, como o jornal Tribuna do Norte, os detidos admitiram envolvimento direto no ataque ao parlamentar. Além da tentativa de homicídio contra o vereador, os suspeitos teriam confessado a participação no assassinato de Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, que atuava como assessor do político e foi morto durante a ação criminosa.
Contexto do ataque em Mossoró
O atentado ocorreu na noite desta segunda-feira, 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Cabo Deyvison, que serviu por 14 anos na Polícia Militar, foi atingido por disparos nas pernas enquanto realizava uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O parlamentar sobreviveu ao ataque e, em pronunciamento posterior, afirmou que não será intimidado pela violência.
Investigações e desdobramentos
Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados para os procedimentos legais de interrogatório. A Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou que as diligências continuam em curso para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e identificar outros possíveis envolvidos na execução do atentado. O caso gerou forte repercussão política, com lideranças como o senador Rogério Marinho (PL/RN) exigindo uma investigação rigorosa por parte da Secretaria de Segurança Pública do estado.
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